Percorrer por autor "Ferreira, Ana Maria de Jesus"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Como podemos brincar com as palavras? O desenvolvimento da consciência fonológica e morfológica na educação pré-escolarPublication . Ferreira, Ana Maria de Jesus; Rosa, JoãoApresenta-se neste relatório conhecimento profissional e de pesquisa desenvolvido durante um período de quatro meses de estágio num jardim-de-infância público, no âmbito da Unidade Curricular da Prática Profissional Supervisionada II. Os objetivos são dois: apresentar uma análise reflexiva sobre a minha prática pedagógica e investigar como é que o “brincar com as palavras” pode ser uma prática que favoreça o desenvolvimento das consciências fonológica e morfológica, revelando áreas a que as crianças já são sensíveis ou outras em que podem vir a ser estimuladas. Foi utilizada uma metodologia qualitativa, de investigação-ação. Usaram-se atividades lúdicas relacionadas com o conto de histórias, fez-se uma exploração intencional de diálogos informais entre as crianças e a equipa educativa e de dispositivos pedagógicos criados especificamente para o efeito. Todo o grupo de crianças foi envolvido. As evidências qualitativas foram recolhidas sobretudo através de notas de campo e permitiram mostrar que as crianças consolidaram conhecimentos fonológicos associados sobretudo à consciência da rima e consciência silábica e adquiriram conhecimentos morfológicos ligados à manipulação e interpretação de morfemas base, flexionais e derivacionais, em palavras e pseudopalavras. Duas conclusões são propostas. A primeira, a de que é particularmente importante promover estratégias intencionalizadas de desenvolvimento linguístico das crianças pré-escolares. A segunda, a de que as aprendizagens teóricas e práticas, nomeadamente as realizadas nos contextos de creche e de jardim de infância, foram fundamentais para o desenvolvimento da minha profissionalidade enquanto docente de educação pré-escolar, mais sensível à especificidade dos diferentes contextos socioeducativos, mais eficaz na gestão do currículo, mais atenta à regulação emocional das crianças e à importância do trabalho em equipa e cooperação com as famílias.
