Percorrer por autor "Azevedo, Sara Margarida Feitor de"
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- A participação das crianças na componente de apoio à família: um estudo sobre as representações de profissionais de uma junta de freguesiaPublication . Azevedo, Sara Margarida Feitor de; Tomás, Catarina AlmeidaA dissertação “A participação das crianças na Componente de Apoio à Família: representações de profissionais de uma Junta de Freguesia e perspetivas da Educação Social” analisa as representações de três profissionais de uma Junta de Freguesia sobre o direito de participação das crianças em contextos de educação não formal, tomando como estudo de caso a Componente de Apoio à Família (CAF). Ancorada na Educação Social e na Sociologia da Infância, a investigação procura compreender de que modo as profissionais concebem e concretizam a participação infantil nas decisões e práticas quotidianas. De natureza qualitativa, o estudo combina análise documental e entrevistas semiestruturadas realizadas a uma educadora social, à coordenadora da CAF e à vogal do pelouro da educação. A análise de conteúdo permitiu identificar representações, práticas e constrangimentos associados à participação das crianças. O Estado da Arte confirmou a relevância e atualidade do tema, evidenciando a escassez de estudos centrados nas CAF a partir das perspetivas da Educação Social e dos direitos da criança, o que reforça a pertinência e o contributo desta investigação. Os resultados mostram que, embora os documentos institucionais assegurem os direitos de proteção e desenvolvimento, o direito à participação permanece ausente do enquadramento formal. As profissionais valorizam a escuta e a expressão das crianças, mas essas práticas são pontuais e dependem da iniciativa individual. Persistem obstáculos estruturais e culturais — falta de tempo, recursos e formação — coexistindo com fatores facilitadores, como a coesão das equipas, a confiança nas relações e algumas experiências de cidadania ativa. Conclui-se que a participação infantil na CAF se mantém residual e simbólica, condicionada por lógicas institucionais de controlo adulto. A Educação Social afirma-se, assim, como espaço privilegiado para promover práticas de escuta e decisão partilhada, exigindo formação específica, clarificação de papéis e a integração formal da participação infantil nas dinâmicas quotidianas.
