Percorrer por autor "Alves, Rita Sofia Francisco"
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- A QVF na perspetiva de famílias com jovens com PEA em transição para a vida pós-escolar: preocupações e expectativasPublication . Alves, Rita Sofia Francisco; Silva, Francisco Vaz daConsiderando o limitado conhecimento científico e os grandes desafios vividos pelas famílias com jovens com perturbações do espectro do autismo (PEA) em transição para a vida adulta, pesquisa-se sobre a sua qualidade de vida familiar (QVF) durante essa etapa. A fim de se identificarem as necessidades das famílias e dos jovens, bem como as medidas que facilitariam esse difícil processo, o presente estudo caracteriza-se pela adoção de uma abordagem qualitativa do trabalho investigativo. Por meio da realização de entrevistas semiestruturadas, estudaram-se as perspetivas de 14 famílias (cujas respondentes foram predominantemente mães) com filhos com PEA entre os 15 e os 21 anos. As respostas obtidas indicam que o período de transição é experienciado com dificuldades muito semelhantes às reportadas em investigações internacionais sobre este tema. Os sistemas de suporte não abraçam as carências existentes e provocam impacto negativo na qualidade de vida familiar. A pouca eficácia dos seus programas de inserção sobrecarrega as famílias, condicionando-as a responder às necessidades dos jovens e a assegurar perspetivas da transição para uma vida com qualidade e dignidade. As mães, particularmente, estão sujeitas a maiores níveis de stress em comparação com os restantes membros do núcleo familiar, por serem frequentemente as figuras que na família assumem a responsabilidade pela criação dos filhos. Com vista à melhoria das condições de vida, foram várias as medidas sugeridas pelos participantes para a reestruturação e construção de serviços essenciais para a promoção de uma entrada bem sucedida na vida ativa. As propostas mais significativas relacionam-se com políticas de sensibilização para desmistificação das PEA, recursos para a estimulação de capacidades dos jovens, serviços para a assistência pessoal e coordenação consistente entre os serviços e as famílias desde a infância. O estudo indicia, portanto, que é elementar que as políticas e serviços sejam apontados para o desenvolvimento de competências dos jovens e que proporcionem transições de sucesso, ao mesmo tempo que o papel crítico das famílias poderá ser atenuado e a sua QVF melhorada. Estes resultados motivam, finalmente, uma reflexão sobre o posicionamento da Educação Social e Intervenção Comunitária no quadro de respostas da comunidade às necessidades destas famílias e jovens com PEA.
