Percorrer por autor "Varela, Evandra Sofia Barbosa"
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- Contribuição para o estudo dos subprodutos de uma ETAR: gradados e areiasPublication . Varela, Evandra Sofia Barbosa; Santos, Maria Teresa Loureiro dos; Melo, Ana Maria Garcia Henriques Barreiros Joanaz deAtualmente o tratamento de águas residuais urbanas (ARU) é uma temática pertinente de modo a compatibilizar essas águas com o meio recetor, cumprindo a legislação(Decreto-Lei n.º 152/97, de 19 de junho). No entanto no tratamento das ARU nas Estações de Tratamentos de Águas Residuais (ETAR) são produzidos subprodutos, gradados/tamisados, areias e lamas, os quais têm que ser devidamente tratados/valorizados e encaminhados para destino final de modo a evitar os impactos ambientais. Assim é de extrema importância desviar dos aterros sanitários tais resíduos, indo ao encontro da legislação nacional (Decreto-Lei nº 73/2011, de 17 de junho) e comunitária em matéria de gestão de resíduos. No presente Trabalho Final de Mestrado pretendeu-se abordar a temática dossubprodutos de uma ETAR – gradados e areias. O principal objetivo deste trabalho foi quantificar a produção de gradados/tamisados e areias no tratamento de ARU em Portugal Continental. Pretendeu-se ainda estudar a possibilidade de reutilização dos referidos resíduos apresentando proposta de valorização e de encaminhamento adequado, de modo a minimizar os impactos ambientais. A realização do trabalho teve por base dados recolhidos em relatórios e dados obtidos por inquéritos às Entidades Gestoras (EG) de tratamento de ARU. Assim, caracterizaram-se os seguintes aspetos: a população servida, o caudal de ARU tratado e as produções de gradados/tamisados e de areias. Deste modo realizaram-se diversos cálculos, como por exemplo a determinação das capitações de produção de gradados/tamisados e de areias. No presente estudo os dados compilados correspondema 80% da população servida pelo tratamento de ARU abrangendo 16 EG. Assim, foram analisadas as evoluções de população servida, os caudais tratados, as quantidades de gradados/tamisados e de areias e as suas capitações. De entre os anos estudados 2011 é ano em que se obtiveram mais valores. Verificou-se que as capitações calculadas para o ano 2011 variam de EG para EG, situando-se nas seguintes gamas: 1,1 a 5,7 g /(hab.d) para gradados/tamisados e 1,5 a 10,2 g /(hab.d) para areias. Contudo tendo em conta os resultados mais detalhados das EG verificou-se que de 2009 para 2013 o valor máximo das gamas de capitações de gradados/tamisados diminuíram de 4,4 g /(hab.d) para 3,9 g /(hab.d), verificando-se o mesmo para as areias de 9,8 g/(hab.d) (areias) para e 8,9 g/(hab.d). Pelas repostas obtidas nos inquéritos das várias EG constata-se que os gradados/tamisados e as areias são normalmente enviados para a valorização ou eliminação consoante as suas características e a entidade que gere o aterro para onde são encaminhadas. Contudo, o destino final dado aos gradados/tamisados e às areias, a nível nacional, é na maioria dos casos o seu envio para o aterro sanitário. Relativamente a deposição em aterro sanitário de qualquer resíduo está sujeita a uma tarifa, deste modo foi estimado o custo da deposição em aterro. Verificou-se que a estimativa do custo de deposição de gradados/tamisados e areias nas EG estudadas, para o ano de 2011, foi de 222.656 €/ano e de 207.957 €/ano respetivamente. Algumas das soluções para a reutilização de gradados/tamisados provenientes das ETAR passam por tratamento biológico, por compostagem ou digestão anaeróbia. No entanto, é necessário previamente remover a componente de matéria inorgânica que normalmente aparece nos gradados/tamisados (têxteis sanitários, plásticos, vidro e metais). As areias podem ser valorizadas através da sua utilização por exemplo em aterro sanitário (terra de cobertura diária e selagem final); almofadas de assentamento; construção de estradas (terraplenagens e pavimentos) e fabrico de betão e argamassas. Contudo, é de salientar que a valorização e reutilização dos gradados/tamisados e das areias, só é possível se estiverem em boas condições técnicas, e se do seu manuseamento e aplicação não resultar qualquer risco para a saúde pública.
