Percorrer por autor "Seco, Tiago Miguel Viegas da Costa"
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- O papel do homem na educação de infância: construção de uma identidade profissional no masculinoPublication . Seco, Tiago Miguel Viegas da Costa; Tomás, Catarina Almeida; Simões, AnaA presença do homem na educação de infância é, ainda hoje, em pleno século XXI, um tema complexo, quer pela exígua expressão numérica, quer pela especificidade (ou não) que trazem para o campo da educação de infância. Este relatório enquadra-se no Mestrado de Educação Pré-Escolar, e surge no contexto da Prática Profissional Supervisionada em contexto de Creche e jardim de infância, com base num fator intrínseco, ser homem num contexto maioritariamente feminino. Enquanto educador, cresci durante a minha formação inicial sem modelos masculinos que me orientassem e me transpusessem para uma prática possível para os homens na educação de infância, pelo que senti necessidade de ir procurá-los e conhecê-los, antes de ingressar nesta “profissão ‘naturalmente’ feminina” (Sarmento, 2004). Com este relatório e a partir do contacto com educadores/as, homens e mulheres, é minha intenção, de algum modo, contribuir para compreender as representações sociais que há sobre o homem na educação de infância, para isso defini dois objetivos gerais a partir das dez entrevistas realizadas a educadores de infância: (i) compreender as razões enunciadas para a pouca expressividade dos homens na educação de infância; (ii) (des)ocultar preconceitos e estereótipos, a partir das narrativas dos entrevistados, em relação à presença dos homens na educação de infância. O caminho percorrido até aqui fez-me querer estudar o tema do papel homem na educação de infância, desenvolvendo assim a minha problemática em seu redor, daí o tema escolhido - “O papel do homem na educação de infância: Construção de uma identidade profissional no masculino”. Este trabalho é no fundo, uma reflexão pessoal sobre o meu percurso como homem e como educador-estagiário. A partir da leitura do enquadramento teórico e da análise das entrevistas, podese evidenciar que existe ainda alguma discriminação por parte da sociedade em relação a estes profissionais. Os educadores afirmam que a construção da relação profissional com as crianças e com as suas famílias possibilita a transposição desses preconceitos. No entanto, acreditam que é possível que estes ressurjam em situaçõesque envolvam casos, ou suspeitas, de violação de direitos das crianças, nomeadamente com questões associadas a maus tratos. Todos os/as educadores/as, homens e mulheres, que encontrei encontram vantagens na presença do homem na educação de infância, nomeadamente, a implementação de um modelo masculino para as crianças e a um fator facilitador nas relações entre as equipas maioritariamente femininas. Todos concordam que o trabalho com equipas mistas seria o ideal, indo assim no sentido do equilíbrio.
