Percorrer por autor "Pombo, Diogo Rato"
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- Um manuscrito inédito de João Rodrigues Esteves (P-LF A7 72/85): edição crítica e opções interpretativasPublication . Pombo, Diogo Rato; Vaz, JoãoDurante o séc. XVIII, no reinado de D. João V, Portugal gozava de um estatuto económico de excepção. O Rei possuía ideias precisas sobre o rumo a dar ao país e pretendia transformar Lisboa numa cidade à imagem de Roma. Investiu enormes porções de dinheiro junto do Papa, de modo a conseguir, em 1716, a divisão da arquidiocese de Lisboa em duas partes, a oriental e a ocidental, promovendo, assim, a Capela Real a novos estatutos, nomeadamente a chefe da zona ocidental. Investiu, também, no cerimonial religioso, nas cópias de livros litúrgicos, na contratação de músicos e cantores italianos, na formação de jovens crianças no Real Seminário de Música da Patriarcal e, depois, em Roma, junto dos melhores mestres, para integrarem as estruturas eclesiásticas como músicos profissionais. João Rodrigues Esteves (ca.1700-ca.1751) foi um dos casos de sucesso como bolseiro do Rei, na cidade pontifícia. Quando volta a Portugal, torna-se organista da Basílica de Santa Maria, sede da zona oriental, e escreve inúmeras peças sacras, entre elas as que estão compiladas no manuscrito autógrafo P-Lf A7 72/85. Estas são escritas no stile concertato, para coro a quatro vozes, quatro solistas do coro e baixo-contínuo (órgão). Transcreveu-se o autógrafo na íntegra e seleccionaram-se algumas obras que serão executadas em concerto, de modo a reconstituir musicalmente uma cerimónia de Vésperas de Natal da primeira metade do séc. XVIII.
