Percorrer por autor "Pinto, Maria Teresa Neves Ribeiro Albuquerque"
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- O desenvolvimento profissional docente: a função supervisiva do coordenador de ano do 1º cicloPublication . Pinto, Maria Teresa Neves Ribeiro Albuquerque; Leite, TeresaO presente estudo tem como objectivo principal saber como é perspectivada a função supervisiva do Coordenador de Ano do 1º Ciclo, procurando compreender as concepções dos intervenientes sobre as finalidades e modos de funcionamento deste órgão, de criação relativamente recente e que não existe em todos os Agrupamentos e escolas do 1º Ciclo. Neste sentido, estudámos o caso das Coordenações de Ano numa Escola do 1º Ciclo, inserida num Agrupamento Vertical de Escolas da região da Grande Lisboa. Utilizámos a entrevista semi-directiva para sabermos as concepções da Adjunta da Directora, dos quatro Coordenadores de Ano da Escola e de quatro Professores Titulares de Turma sobre as características e funções deste órgão. Realizámos ainda a análise das actas das reuniões de ano em dois momentos distintos: no final de um ano lectivo e no início do seguinte (fim do 1º período), para a identificar os objectivos e formas de organização de reuniões de coordenação de ano no 1º CEB e os eixos de acção dos seus coordenadores, nomeadamente o exercício da função supervisiva. Através dos dados obtidos pelas duas técnicas, concluímos que existe, nesta escola, o reconhecimento da importância das coordenações de ano, enquanto órgãos intermédios, embora este reconhecimento parta mais da Direcção do Agrupamento e dos professores, do que dos próprios coordenadores. Existe algum consenso sobre as funções do Coordenador de Ano, ao nível da coordenação e da gestão e que a correcta execução desse papel exige ainda a atribuição de tempo para coordenação no horário destes profissionais. No que diz respeito às funções de supervisão, embora exista já reconhecimento da sua necessidade e estejam a ser dados alguns passos nesse campo, parece-nos que será necessário aprofundar competências específicas de supervisão dos coordenadores, de forma que estes propiciem um ambiente estimulador do desenvolvimento profissional, baseando as reuniões na reflexão sobre a prática e na procura de soluções e inovações para o desenvolvimento curricular. Parece-nos também importante desenvolver competências de suporte mútuo entre os professores de um mesmo ano de escolaridade, uma vez que um ambiente de colaboração nas escolas cria as condições para o sucesso de qualquer processo supervisivo.
