Percorrer por autor "Perez, Mafalda Geraldes Ferreira Amaro"
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- Mapeamento das regiões cerebrais associadas ao enganoPublication . Perez, Mafalda Geraldes Ferreira Amaro; Ferreira, Hugo AlexandreIntrodução - Estudos defendem o uso de Ressonância Magnética funcional (RMf) para detetar a mentira. Num estudo prévio, estimou-se que pelo menos 90% dos participantes terão sido denunciados pela Ressonância Magnética. Este estudo utiliza o paradigma de perguntas, baseado no design-misto, para analisar a atividade cerebral envolvidas em áreas relacionadas com a mentira / verdade relacionados com um roubo ficcional anel-relógio. De forma inovadora, é igualmente apresentado um método que através da visualização de imagens, pretende descobrir se a pessoa está a mentir ou não, em relação ao respetivo roubo. Métodos - A partir de uma seleção de participantes saudáveis, com idades compreendidas entre os 21 e os 36 anos e mediante consentimento informado, procedeu-se ao rastreio de eventuais obstáculos à realização do exame, através da aplicação de um inquérito para garantir a segurança e excluir contra-indicações na realização do estudo de Imagiologia por Ressonância Magnética. Os sujeitos foram convidados a escolher entre dois objetos - relógio ou anel - para roubar e colocar num armário disponibilizado para o efeito. Foram apresentadas uma série de questões com os objetos roubados, às quais os participantes responderam com a ajuda de uma caixa de botões de resposta. Foram igualmente apresentadas 10 imagens de objetos, onde estavam incluídos o anel e o relógio. Neste paradigma, os participantes apenas tinham de observar as imagens, de modo a averiguar as áreas cerebrais ativas correspondentes. O exame foi realizado numa Ressonância Magnética de 1,5 Tesla da marca Siemens. A análise dos resultados foi realizada com o auxílio do FSL (FMRIB Software Library) e através do uso da ferramenta FEAT. Resultados - No paradigma das imagens foi possível detetar a mentira em 67% dos participantes. No paradigma das perguntas o sucesso foi mais elevado, conseguindo-se descobrir em 87,5% dos participantes o objeto roubado. O lobo parietal foi a área que se reconheceu como ativa em todos os participantes, nos quais foi possível identificar o objeto roubado. Em 87,5% dos casos, os participantes foram igualmente denunciados pelo tempo que demoraram a responder às questões (tempos de reação). Conclusão - O paradigma das perguntas associado aos tempos de reação, é sem dúvida uma ferramenta fulcral para identificar quais as áreas cerebrais associadas ao engano.
