Percorrer por autor "Nunes, Joana Isabel da Costa Reis"
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- A educação tecnológica como disciplina de opção de escola e os novos desafios do professor no ano de transiçãoPublication . Nunes, Joana Isabel da Costa Reis; Elvas, PaulaEste estudo apresenta-se em forma de investigação ação refletindo sobre os desafios de lecionar a disciplina de educação tecnológica, no ano de transição da mesma para oferta de escola, com a redução dos tempos letivos, a introdução das metas educativas e o desaparecimento do programa da disciplina. Esta investigação pretende averiguar como o docente pode adaptar a disciplina a este novo paradigma e lançar-lhe novas perspetivas do ponto de vista didático. Esta é abordada como disciplina de contexto inserida num projeto de formação transversal que engloba as realidades sociais dos atores, os eixos estruturantes da didática da educação, ensino tecnológico e os referentes de conhecimento tecnológico. Propôs-se e colocou-se em prática um ensino assente na avaliação formativa, arriscando em novas abordagens, ao contrário da tradicional aposta em projetos de médio e longo prazo direcionados para o trabalho técnico e manual. Investiu-se em sessões de formação assentes no ensino pela oralidade (Alexander, 2012), em novas competências de ensino (Perrenoud, 2000) e novas abordagens aos alunos (olhando-os como para um público-alvo), na tentativa de esboçar um novo percurso para a disciplina. A recolha de dados foi realizada de forma a reunir as informações necessárias pela observação participante através do registo de diários de aula e de avaliação, grelhas de observação, trabalhos dos alunos e questionários. Compreendeu-se que poderá haver vantagens em direcionar esta disciplina para a formação de cidadãos tecnologicamente competentes se, e só se ensinarem estes de forma a garantir-lhes as ferramentas que permitam dar respostas a questões de cidadania tecnológica com confiança e autonomia ou seja, a todas as questões travessais à sociedade desta era em que a tecnologia está implantada no tecido civilizacional. Ao fazermos isto, estamos a promover literacia tecnológica, aprendizagem ao longo da vida, cidadania ativa, crítica intervencionista em oposição ao consumismo passivo.
