Percorrer por autor "Monteiro, Tiago Henrique Filipe"
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- A importância dos activos intangíveis nas empresas não financeiras dos índices PSI 20, IBEX 35 e CAC 40Publication . Monteiro, Tiago Henrique Filipe; Nogueira, João Raposo TeixeiraO conhecimento surgiu nas últimas décadas como a nova fonte do valor empresarial substituindo alguns dos tradicionais factores de produção, tais como o capital, a terra ou o trabalho. Em resultado do aparecimento desta nova realidade intangível, a contabilidade, a economia e a gestão têm procurado novas formas de identificar, reconhecer e mensurar estes activos, de modo a transmitir uma imagem mais verdadeira e transparente da posição financeira e da informação relatada pelas empresas. Esta temática assume diversas designações: activos do conhecimento na teoria económica, capital intelectual nas teorias de gestão ou até activos intangíveis nas teorias contabilísticas. Neste contexto, pretende-se com este estudo contribuir para o desenvolvimento e consolidação dos conceitos subjacentes à temática dos activos intangíveis. Na elaboração deste trabalho procedeu-se à revisão dos principais conceitos e definições existentes dentro de cada uma das áreas, seguindo-se o seu enquadramento a nível contabilístico. Após a revisão da literatura, efectuaram-se dois estudos empíricos, com o objectivo de avaliar a importância dos activos intangíveis, quer em termos da informação disponibilizada pelas empresas, quer em termos da definição do valor de mercado, nas empresas não financeiras cotadas no PSI 20, IBEX 35 e CAC 40, no ano de 2012. Através da análise do impacto que o reconhecimento, mensuração e divulgação dos intangíveis têm nas empresas não financeiras cotadas nas bolsas de valores de Portugal, Espanha e França, verifica-se, estatisticamente, se os intangíveis são ou não importantes para a criação de valor e para a avaliação feita pelos investidores. O estudo empírico permitiu concluir que o índice de divulgação, bem como o peso dos activos intangíveis, continua ainda diminuto nas empresas, em termos de reconhecimento no balanço (demonstração da posição financeira), na medida em que grande parte dos gastos em intangíveis é ainda reconhecida directamente nos resultados, em linha com o preconizado pelos diversos normativos contabilísticos presentemente em vigor. A metodologia adoptada na valorização destes é activos é também ela pouco consensual na medida em que se baseia fundamentalmente em dados históricos. Porém, a volatilidade e os rígidos sistemas contabilísticos não permitem que os activos intangíveis sejam devidamente explicitados. Por outro lado, os investidores parecem ser mais sensíveis ao capital humano do que a qualquer outra das vertentes do capital intelectual abordadas.
