Percorrer por autor "Costa, Sara Ferreira da"
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- As relações públicas e a comunicação multissensorial para a inclusão social no Museu Bordalo Pinheiro e no Museu Calouste GulbenkianPublication . Costa, Sara Ferreira da; Carvalho, MargaridaOs museus do século XXI valorizam crescentemente a diversidade dos seus públicos, os quais apresentam necessidades específicas associadas a fatores como a nacionalidade, faixa etária, contexto social, económico, cultural ou étnico, perfil educativo e condição de saúde. É fundamental que os museus se empenhem em tornar-se espaços acessíveis para todos os públicos, comprometendo-se a eliminar barreiras, sejam elas físicas, sociais, intelectuais ou sensoriais, que possam limitar a participação plena dos diferentes grupos minoritários. Uma das estratégias para tornar o museu mais acessível passa por desenvolver e implementar recursos e materiais multissensoriais. Estes recorrem aos cinco sentidos do corpo humano, para além da visão e da audição, mas também o tato, olfato e paladar. Esta abordagem, particularmente benéfica para os públicos com deficiências sensoriais, é designada por comunicação multissensorial. Tendo o museu uma política de acessibilidade e sendo desenvolvidas exposições e atividades de natureza multissensorial, torna-se relevante a sua comunicação junto dos diferentes públicos. Neste estudo procurou-se analisar se existe uma convergência estratégica entre a função das Relações Públicas e a comunicação multissensorial de modo a promover a inclusão social de pessoas com deficiências sensoriais no Museu Bordalo Pinheiro e no Museu Calouste Gulbenkian, ambos situados na cidade de Lisboa. O primeiro encontra-se sob tutela pública, enquanto o segundo está sob tutela de natureza privada. Importa, ainda, referir que se optou por realizar um estudo comparativo entre estes dois museus. Os resultados obtidos evidenciam que a inclusão social constitui uma prioridade para estes museus. Nesse sentido, têm vindo a ser desenvolvidos diversos recursos acessíveis e multissensoriais, aplicados tanto às exposições como aos programas educativos, de modo a responder às necessidades dos públicos minoritários, nomeadamente pessoas com deficiências sensoriais. Verificou-se, também, que os museus adotam estratégias para comunicar a componente acessível das suas exposições e programas educativos a esses públicos. Contudo, com base nos dados recolhidos, não é possível determinar, de forma conclusiva, a existência de uma relação entre a função estratégica das Relações Públicas e as práticas de comunicação multissensorial nos museus estudados.
