Percorrer por autor "Canelhas, Joana Isabel Soares"
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- A inteligência artificial na consultoria de comunicação de modaPublication . Canelhas, Joana Isabel Soares; Pereira, SandraO presente estudo pretende analisar o impacto da Inteligência Artificial nas agências de consultoria de moda em Portugal, com o intuito de compreender as perspetivas, práticas e desafios que esta tecnologia introduz na profissão de Relações Públicas. Em primeiro lugar realizou-se uma revisão de literatura, que resultou num enquadramento teórico sobre os conceitos das Relações Públicas e da Inteligência Artificial, de forma autónoma, bem como investigar como se podem cruzar no setor da moda e no desenvolvimento de uma comunicação estratégica. Este enquadramento evidenciou o papel crescente da IA enquanto ferramenta de apoio à eficiência, criatividade e inovação, bem como as preocupações éticas e organizacionais que a sua utilização apresenta no campo aplicado das relações públicas. Esta investigação seguiu uma abordagem qualitativa, com base em entrevistas semiestruturadas a profissionais de Relações Públicas, que desempenham funções em diferentes agências de comunicação de moda. As entrevistas foram posteriormente transcritas e analisadas com recurso ao software NVivo 15, que possibilitou a codificação e a interpretação dos dados. Através desta metodologia conseguiu-se aceder a dimensões objetivas e subjetivas, que captaram não apenas as práticas profissionais, mas também as crenças, valores e motivações associadas ao uso da IA. Os resultados revelaram que apesar do crescente reconhecimento do potencial estratégico da IA, a sua utilização nas agências portuguesas é ainda limitada e desigual. Destaca-se o ChatGPT como a ferramenta mais utilizada, especialmente em tarefas como a criação de ideias, tradução redação de conteúdos ou organização de informação. Subsistem, no entanto, algumas barreiras relacionadas com a literacia digital, a resistência (Juniores VS. Seniores) e as preocupações éticas ligadas à privacidade e à autenticidade da comunicação. Foi possível ainda verificar que os profissionais de RP percecionam a IA como um complemento ao trabalho humano e não como um substituto, reconhecendo os seus benefícios em termos de eficiência e apoio à criatividade, mas também a convicção de que fatores como a sensibilidade estética, a intuição cultural e a autenticidade relacional continuarão a exigir a intervenção humana.
