Percorrer por autor "Cabrita, Tiago da Costa"
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- Estudo da técnica Half-Fourier Acquisition Single-shot Turbo spin Eco versus T2 Turbo Spin Eco em exames pélvicos de ressonância magnética em 1,5 TeslaPublication . Cabrita, Tiago da Costa; Ribeiro, MargaridaObjetivo: A presente dissertação tem como objetivo principal, a avaliação de parâmetros de qualidade imagiológica em estudos pélvicos para as técnicas HASTE e T2 TSE, nomeadamente a relação sinal-ruído, a presença de artefactos, a avaliação de estruturas anatómicas e conspicuidade de patologias presentes, num equipamento de RM de 1,5 T. Métodos: Foram incluídos no estudo 50 exames de RM pélvica realizados a participantes adultos, sem limite de idade e de ambos os sexos. Os parâmetros da técnica T2 TSE foram obtidos a partir do protocolo intrínseco da Instituição Hospitalar, em exames de RM pélvica. Na técnica HASTE, os parâmetros foram obtidos e otimizados, a partir de recomendações recolhidas na literatura. Dois médicos radiologistas foram convidados a preencher um questionário de avaliação qualitativa das imagens, segundo uma escala de Likert, conforme os parâmetros de qualidade imagiológica estabelecidos. Com o objetivo de avaliar quantitativamente as imagens deste estudo, foram delimitadas seis ROI em estruturas anatómicas específicas da região pélvica. Resultados: A técnica HASTE apresentou resultados com maior compatibilidade quanto à classificação de “Imagem com qualidade aceitável”, devido à presença de algum ruído (𝑥̅ = 3,20±0,47), delineação aceitável de estruturas anatómicas (𝑥̅ = 3,49±0,48), e delineação aceitável de patologias presentes (𝑥̅ = 3,34±0,50). A técnica T2 TSE apresentou resultados de pouco ruído observado (𝑥̅ = 4.37±0,38), boa delineação de estruturas anatómicas (𝑥̅ = 4,14±0,27) e boa delineação de patologias presentes (𝑥̅ = 4,09±0,34), o que confere uma classificação de “Imagem com boa qualidade”. Verificaram-se valores médios inferiores para a técnica HASTE, relativamente ao músculo Piriforme, Próstata, Miométrio e Zona Juncional (74,65±29,05, 176,79±36,88, 196,75±73,02 e 139,44±48,08 respetivamente), contrariamente à técnica T2 TSE (77,47±25,42, 199,03±39,44, 217,65±77,47 e 147,47±50,20 respetivamente), porém, os valores em HASTE são superiores para o tecido adiposo anterior e posterior (470,02±157,58 e 592,54±56,47) comparativamente a T2 TSE (441,99±90,42 e 543,58±57,04). Nos questionários de avaliação subjetiva, observaram-se elevadas percentagens de concordância em algumas respostas facultadas, ou seja, os observadores tendencialmente concordam com as afirmações, porém, não concordam com a magnitude do valor atribuído. Assim sendo, os valores de coeficiente de Kappa, indicam uma discordância total na avaliação inter-observador (Kappa < 0,20). Conclusão: Apesar de se observar uma diminuição de 71,4% no tempo de aquisição técnica HASTE relativamente à técnica T2 TSE, os resultados da qualidade de imagem obtidos por esta técnica ultrarrápida, não são os ideais para se substituir a técnica T2 TSE.
