Percorrer por autor "Andrade, Carla Jacinta Meireles de"
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- O lugar do brincar no espaço exterior na vida de crianças em idade pré-escolar com perturbação do espetro do autismoPublication . Andrade, Carla Jacinta Meireles de; Fuertes, Marina; Nunes, ClarisseBrincar é um direito consagrado nos direitos da criança. A investigação indica que as crianças com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) brincam de forma distinta e preferem brincar sozinhas. Não obstante, não existe muita informação sobre como as crianças com PEA brincam nos espaços exteriores dos jardins de infância, os quais se devem constituir como espaços de inclusão social e com intencionalidade educativa. A presente investigação qualitativa e exploratória, na modalidade de estudo de caso múltiplo, foca-se em duas dimensões: (i) as características de dois espaços exteriores alocados ao brincar e frequentados por crianças com PEA; e (ii) as representações dos Educadores de Infância (EI) e Auxiliares de Ação Educativa (AAE) sobre o lugar do brincar no espaço exterior por crianças com PEA. O estudo realizou-se em duas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do distrito de Lisboa e contou com a participação de cinco EI e cinco AAE. Os dados foram recolhidos com recurso à observação dos espaços exteriores dos JI, ao questionário híbrido aplicado a EI e à entrevista semiestruturada realizada a EI e a AAE envolvidos na educação de crianças com PEA. Os dados das entrevistas foram tratados através da análise de conteúdo. Face aos resultados obtidos podemos afirmar que os dois espaços exteriores apresentam affordances distintas. No que respeita ao brincar de crianças com PEA, as profissionais de educação consideram que o seu brincar depende das suas características e necessidades, bem como dos seus interesses. A maioria das crianças com PEA desenvolve brincadeiras semelhantes às brincadeiras das crianças com desenvolvimento típico, embora algumas manifestem preferência por brincar sozinhas e apresentam necessidade de correr no espaço exterior. Os agentes de educação referem estar sensíveis à importância do brincar e à proteção dos direitos da criança.
