Percorrer por autor "Alves, Daniel Rodrigues da Silveira"
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- Avaliação ecocardiográfica da influência do jejum na resposta a um aumento reversível da pré-cargaPublication . Alves, Daniel Rodrigues da Silveira; Ribeiras, ReginaIntrodução: Durante décadas o jejum pré-operatório foi considerado causador de uma deplecção hídrica importante, cuja não correcção seria responsável por instabilidade hemodinâmica durante o acto cirúrgico. Mais recentemente, vários estudos têm vindo a questionar esta idéia, crescendo o número de defensores de uma abordagem mais restritiva. Contudo, os resultados de diferentes trabalhos estão longe de apontar numa só direcção, sugerindo estratégias aparentemente contraditórias em diferentes contextos. Em consequência, a problemática da real influência hemodinâmica do jejum pré-operatório encontra-se ainda longe de ser definitivamente resolvida. Métodos: Realizámos um estudo observacional, analítico, longitudinal e prospectivo consistindo na avaliação ecocardiográfica de 31 voluntários ASA 1 e 2, antes e após um período de jejum superior a 6 horas. Em ambos os momentos foram recolhidos dados de variáveis ecocardiográficas estáticas e dinâmicas de pré-carga, cuja evolução foi posteriormente analisada. Testámos ainda a reprodutibilidade com que diferentes variáveis utilizadas conseguiam evidenciar uma alteração intencional na pré-carga (conseguida através da manobra de elevação passiva dos membros inferiores), identificando assim os parâmetros mais robustos no nosso estudo. Resultados: Observou-se grande variabilidade no comportamento das variáveis estáticas com o jejum, ao passo que as variáveis dinâmicas de pré-carga se comportaram todas de forma semelhante, não evidenciando alterações estatisticamente significativas nos dois períodos. A variação do VTI aórtico com a elevação passiva dos membros inferiores foi o único parâmetro dinâmico que exibiu um resultado consistente perante alterações conhecidas da pré-carga. Conclusão: O jejum pré-operatório não provocou uma diminuição da pré-carga na amostra estudada nem alterou a posição dos indivíduos na curva de Frank-Starling. A modificação do VTI aórtico com elevação passiva dos membros inferiores revelou-se a variável mais robusta para avaliação deste parâmetro, ao passo que as variáveis dependentes de variação respiratória não demonstraram um comportamento uniforme, não podendo por isso ser recomendadas com base nos resultados do presente estudo.
