Percorrer por autor "Almeida, Paulo Jorge Soares de"
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- Prevalência de tuberculose latente em profissionais de uma Unidade Local de Saúde da Área Metropolitana de LisboaPublication . Almeida, Paulo Jorge Soares de; Santos, João Almeida; Ribeiro, EdnaIntrodução: A tuberculose (TB) permanece um desafio global de saúde pública. Apesar da diminuição da incidência de TB em Portugal, os profissionais que exercem funções em unidades de saúde continuam a ser um grupo de risco de exposição à infeção por Mycobacterium tuberculosis e, consequentemente, de desenvolver TB, quer na forma latente, quer na forma ativa. A identificação de casos de infeção latente (TBL) e eventual implementação de terapêutica profilática possibilitam a redução de eventuais reservatórios do agente infeccioso neste grupo de profissionais, limitando potenciais focos de doença e transmissão no futuro. Objetivos: O objetivo geral do estudo foi estimar a prevalência de TBL em profissionais da Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental (ULSLO) e identificar fatores de risco sociodemográficos e clínicos associados à sua ocorrência, bem como analisar a tendência temporal das taxas de notificação de TB ativa em Portugal. Metodologia: Estudo observacional que compreendeu duas vertentes: uma análise retrospetiva dos casos de TB ativa notificados em Portugal (2000-2023), através de dados da Direção-Geral da Saúde e do European Centre for Disease Prevention and Control; e uma análise prospetiva da TBL em profissionais da ULSLO (setembro 2024 - junho 2025). Na análise da TB ativa, foram realizados estatística descritiva e cálculo de tendências temporais das taxas de notificação através do software Jointpoint Trend Analysis®. Para a análise prospetiva da TBL, foram realizadas estatística descritiva e regressão logística para identificação de potenciais fatores de risco, utilizando o software IBM SPSS® Statistics. Resultados: Entre 2000 e 2023, Portugal registou um declínio de 65% na taxa de notificação de TB ativa, embora persistam diferenças por sexo (taxas mais elevadas em homens), idade (aumento na faixa de 0–4 e 5–14 anos) e região (tendência crescente em alguns distritos desde 2016). Na ULSLO, a prevalência de TBL foi de 75/1 000 profissionais, sendo idade >50 anos, diabetes e doença inflamatória/autoimune fatores associados a maior risco de IGRA positivo. Conclusões: Os resultados validam os progressos de Portugal no controlo da TB, mas destacam desafios em grupos específicos e a nível microgeográfico. A prevalência de TBL nos profissionais da ULSLO, na Área Metropolitana de Lisboa, sublinha a necessidade de vigilância ativa, rastreio e formação contínua neste grupo de risco, complementando a gestão da TB ativa na região. A erradicação da TB requer políticas de saúde pública abrangentes e adaptadas localmente.
