Percorrer por autor "Almeida, Maria Helena Lopes de"
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- Avaliação ecocardiográfica da função sistólica ventricular direita em doentes com disfunção ventricular esquerda: parâmetros convencionais versus strain bidimensionalPublication . Almeida, Maria Helena Lopes de; Martins, SusanaIntrodução: Uma das principais causas de insuficiência cardíaca é a disfunção ventricular esquerda e esta por sua vez de insuficiência cardíaca direita. A análise da função sistólica do ventrículo direito (VD) sempre foi um grande desafio para a ecocardiografia. A excursão sistólica do anel tricúspide (TAPSE) e a velocidade da onda S’ do anel tricúspide obtida por Doppler tecidular são dois dos parâmetros ecocardiográficos mais utilizados na avaliação da função sistólica do VD. No entanto, são influenciados por alterações de pré e pós carga. Com o desenvolvimento de técnicas quantitativas de avaliação da deformação miocárdica, em especial da técnica de speckle tracking, surgiu uma nova aplicação para a avaliação da função sistólica do VD. Objectivos: Descrever a disfunção sistólica ventricular direita sub-clínica identificada pela técnica de strain bidimensional (speckle tracking) em indivíduos com disfunção ventricular esquerda significativa. Metodologia: Estudo prospectivo, transversal de tipologia descritivo/comparativo. Foram estudados 2 grupos: indivíduos com disfunção sistólica ventricular esquerda (DSVE) e indivíduos saudáveis (grupo de controlo), tendo sido avaliados vários parâmetros ecocardiográficos (convencionais e o strain longitudinal regional e global do VD). Com base nos valores de referência de normalidade dos parâmetros ecocardiográficos convencionais (TAPSE e onda S’) foram criados dois sub-grupos: com e sem disfunção sistólica ventricular direita (DSVD), a partir do grupo com DSVE. Por fim foi criado um cut-off de normalidade, a partir do grupo de controlo, tendo sido aplicado ao sub-grupo sem DSVD, para se detectar DSVD sub-clínica. Na análise estatística comparativa foi utilizado o teste de t Student. Resultados: Foram estudados 32 indivíduos com DSVE (56±9; 84,4% homens) e 26 indivíduos pertencentes ao grupo de controlo (52±12; 38,5% homens). O grupo com DSVE encontrava-se na sua maioria em classe funcional II da New York Heart Association e a fracção de ejecção variava entre 31,09±5,95. Na análise comparativa entre os 2 grupos foram encontradas diferenças significativas nos parâmetros de deformação longitudinal regional e global, pressão sistólica da artéria pulmonar e diâmetro basal do VD (P <0,05). Os valores de deformação global e regional do VD foram significativamente inferiores no grupo com DSVE versus grupo de controlo (-13,55±5,22% vs -20,54±5,51%). Após a aplicação do cut-off no sub-grupo sem disfunção do VD, foram identificados 87,5% (21/24) indivíduos com compromisso ventricular direito. Considerações finais: O estudo da deformação longitudinal no grupo com DSVE permitiu detectar o compromisso sistólico do VD, que não foi reconhecido por parâmetros ecocardiográficos convencionais. O strain bidimensional permite detectar precocemente e de uma forma mais precisa a disfunção ventricular direita, sendo que a utilização sistemática desta metodologia de diagnóstico poderá implicar estratégias terapêuticas mais agressivas e melhor estratificação de risco nesta população.
