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O SPN e o SNI na encruzilhada do livro: António Ferro e o campo oficial da edição no Estado Novo

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No quadro do projecto de aglutinação orgânica da política de exaltação das virtudes do Estado Novo, a actividade dos seus serviços de propaganda, nomeadamente o Secretariado da Propaganda Nacional (SPN), depois renomeado Secretariado Nacional da Informação, Cultura Popular e Turismo (SNI), traduziu, sob a liderança do seu primeiro director, António Ferro, um dinamismo que não conhecerá par na relação do regime com o livro e o sector da edição. O acto fundador que criou o SPN em 1933 incumbiu o novo organismo do Estado de «integrar os portugueses no pensamento moral que deve dirigir a Nação», ficando aquele na dependência directa da Presidência do Conselho de Ministros, logo, de Salazar. Ferro baptizou a matriz filosófica da recém-criada instituição de «Política do Espírito», apontando um verdadeiro imperativo a consumar governativamente, imiscuindo no cadinho salazarista propaganda e política cultural. António Ferro gizou e assumiu um programa que aspirava a infundir no salazarismo «um ‘projecto cultural’, combinando habilmente recursos estéticos modernos com um programa nacionalista de ‘reinvenção da tradição’ que excedeu largamente as necessidades de propaganda interna e externa» do Estado Novo. Depois de um período de grande intensidade e concretizações, em 1944 o SPN passou a SNI, permanecendo até 1950 sob a tutela de Ferro, que se adaptou «à nova imagem de eficiência e racionalização que Salazar […] procurara instituir como novo modelo político».

Descrição

Palavras-chave

História do livro História da edição Estado Novo Portugal

Contexto Educativo

Citação

Medeiros N. O SPN e SNI na encruzilhada do livro: António Ferro e o campo oficial da edição. In: Serra F, Rodrigues SL, André P, editors. Projectos editoriais e propaganda: fotografia e contra-imagens no Estado Novo. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais; 2020. p. 41-51.

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