Vieira, Lina da Conceição Capela OliveiraGuerreiro, Tiago João VieiraBoal, Maria Ferreira2026-01-142026-01-142022-06-30http://hdl.handle.net/10400.21/22485Abstract Problem definition: One of the most relevant oncology diseases is breast cancer, with an incidence of 12.0% in Portugal in 2018. Breast Cancer has a high rate of bone metastasis, so patients undergo bone scintigraphy for the detection of bone metastases due to its high sensitivity. Although this exam is almost routine for these patients, they still feel anxiety when they undergo it. There are many methods of reducing anxiety described in the literature, the most studied being listening to music. To our best knowledge, a study assessing whether listening to music contributes to anxiety reduction in patients undergoing bone scintigraphy has not yet been carried out. Aim: This study aims to evaluate the effect of listening to music during bone scintigraphy on the level of anxiety in patients with breast cancer. Methodologies: Exploratory, quasi-experimental study where 15 participants were included in the control group and 15 in the experimental group. Both underwent bone scintigraphy. The patients included in the experimental group listened to music during the image acquisition while the ones included in the control group did not. All patients answered to the pre-exam and post-exam questionnaires, as well as the State-Trait Anxiety Inventory questionnaire before scan and after scan, and physiological measures were also measured pre-exam and post-exam. Wrist accelerometers were used four days before the exam. Results: Our results show that blood pressure values were elevated pre- and post-exam and that STAI scores decreased after the exam in both groups. We also established statistically significant differences post-exam between the groups in relation to heart rate and oxygen saturation in the blood. Additionally, with statistical significance, a strong correlation between STAI pre-scan and diastolic blood pressure for the control group, and a moderate correlation between STAI post-scan and respiratory rate for the experimental group were discovered. Furthermore, we found that the day before the exam participants have more sleepy periods during the day and stay in these periods for a longer duration compared with the other days. Conclusion: In conclusion, listening to music to reduce patients' anxiety during bone scans seems to be a good method, considering that patients who reported feeling anxious in the experimental group, mostly stated that listening to music helped reduce anxiety and that STAI scores and systolic blood pressure decreased after the intervention.Definição do problema: Segundo a Organização Mundial de Saúde o cancro é a doença mais incidente, no mundo no século XXI, e estima-se que este valor em 2050 aumente para 6,9 milhões de novos casos. Alguns dos fatores que levaram a esta crescente incidência de doenças oncológicas são o envelhecimento da população, aumento populacional, estilo de vida, alimentação, etc. A um diagnóstico de cancro estão associadas alterações físicas e emocionais nos pacientes, que podem provocar elevados distúrbios psicoemocionais. De entre os vários tipos de cancros, o da mama era em Portugal no ano de 2018, o terceiro mais incidente (12.0%) e o quinto em termos de mortalidade (6.0%). O cancro da mama é bastante comum em mulheres, mas não apresenta os mesmos sintomas ou gravidade nas doentes de igual forma. Esta doença maligna possui uma alta afinidade para metastização óssea, em cerca de 28-44% dos casos de cancro da mama este processo ocorre, apresentando-se com sintomas como dor severa e incapacidade de movimento. Devido a esta alta taxa de metastização para o osso, um dos exames que estas pacientes mais vezes realizam no percurso da doença é a cintigrafia óssea. Este método de imagem apresenta-se com particular relevância na avaliação, estadiamento e seguimento de doentes com cancro da mama, estando bem estabelecido na avaliação da distribuição de formação óssea ativa no esqueleto, permitindo relacionar com doença benigna e/ou maligna. Embora este tipo de exames, atualmente, constituam uma quasi-rotina para estes pacientes, não são desprovidos de impacto psicológico nomeadamente ansiedade. A ansiedade em doentes oncológicos é bastante comum aquando do diagnóstico e no decorrer da doença. Esta ocorre muitas vezes relacionada às consequências da doença (dor, perda de vida social e emprego), mas também está ligada a técnicas de diagnóstico, quer pela preparação necessária para alguns destes exames (intervalos de espera; ter de beber muitos líquidos), bem como o procedimento (falta de familiaridade com o procedimento; desconforto), equipamento (o tamanho do equipamento; natureza confinada do procedimento de aquisição de imagens; ter de se deitar numa maca estreita durante longos períodos de tempo), o medo de exposição à radiação e em relação aos resultados dos exames. A ansiedade é um estado mental caracterizado por uma intensa sensação de tensão, preocupação ou apreensão, em relação a algo adverso que possa acontecer no futuro. Esta apresenta sintomas psicológicos (desconforto; irritabilidade; diminuição da perceção da autoeficácia) e indicadores fisiológicos (aumento da tensão arterial, aumento do número de batimentos cardíacos por minuto, alteração da frequência respiratória, alteração do nível de oxigénio medido no sangue e inquietação ou nervosismo). A inquietação ou nervosismo, por si pode levar ao movimento do paciente durante a aquisição de imagens. Este movimento por parte do paciente resulta no artefacto de movimento, que afeta a leitura correta do exame bem como aumenta os custos associados e a exposição à radiação. Assim, várias estratégias têm sido aplicadas em diversos serviços de radiologia e medicina nuclear de forma a reduzir a ansiedade dos pacientes. Exemplos de algumas estratégias são informação escrita ou verbal antes de o paciente ver o equipamento, imaginário audiovisual, arteterapia, massagem terapêutica, relaxamento muscular progressivo, meditação, usar música calma e relaxante, etc. Sendo a abordagem mais utilizada a de ouvir música, no entanto, na pesquisa literária realizada, não encontrámos estudos sobre os efeitos fisiológicos da audição de música em pacientes que realizam cintigrafia óssea. Assim, após um parecer favorável do Comité de Ética da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa a presente dissertação visa estudar o impacto da audição de música durante a aquisição de imagens de cintigrafia óssea na ansiedade dos pacientes. Objetivo: O objetivo do presente estudo consistiu em avaliar o impacto da audição de música sobre os parâmetros fisiológicos e psicológicos, em doentes com cancro da mama, durante a aquisição de imagens da cintigrafia óssea na redução da ansiedade dos pacientes e na promoção do bem-estar dos mesmos. Metodologia: Estudo exploratório, quasi-experimental realizado no serviço de medicina nuclear, NuclearMed, no Hospital Particular de Almada com os seguintes critérios de inclusão a) indicação clínica para cintigrafia óssea, b) ter cancro da mama, c) ter mais de 40 anos, d) sexo feminino, e) ser capaz de escrever, falar e compreender o português, e f) ser capaz de comunicar. As pacientes que aceitaram participar no estudo, era-lhes atribuído um número por ordem ascendente de participação no estudo. Os números ímpares constituíam o Grupo de Controlo, que seguia o normal protocolo do serviço de medicina nuclear e os números pares o Grupo Experimental, que também seguia este mesmo protocolo, mas que ouvia música pré-selecionada através de auscultadores durante a aquisição de imagens. As pacientes ouviam a música instrumental Weightless by Marconi Union com 71 batidas por minuto através de auscultadores tocada a partir de um MP4. De forma a avaliar o efeito da audição de música na ansiedade, foram utilizadas medidas fisiológicas (pressão sanguínea, frequência cardíaca, frequência respiratória e saturação do oxigénio no sangue), questionários de autoavaliação State-Trait Anxiety Inventory e acelerómetros de pulso. Todas estas medidas, exceto o acelerómetro de pulso, foram obtidas pré-exame (antes da injeção do radiofármaco) e pós-exame (após a aquisição de imagens). Os dados dos acelerómetros de pulso, foram obtidos durante 4 dias antes do exame e no próprio dia do exame. As pacientes também completavam um questionário pré-exame que recolhia informações sociodemográficas, sobre a saúde e atividade física e um questionário pós-exame que questionava sobre o procedimento realizado. A amostra consistiu em 30 participantes com uma média de idades de 57,70±8.09 anos, divididas de igual forma pelos dois grupos. Em relação às qualificações académicas na amostra 56,7%, tinham o ensino secundário, 63,3% eram casadas e 63,3% tinha um emprego. Resultados: Os resultados deste estudo mostraram que os valores de tensão arterial foram elevados antes e depois do exame e que as pontuações do State-Trait Anxiety Inventory diminuíram após o exame em ambos os grupos. Também foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos em relação à frequência cardíaca e à saturação de oxigénio no sangue. Além disso, com significado estatístico, foi descoberta uma forte correlação entre a tensão diastólica e os resultados do State-Trait Anxiety Inventory pré-exame para o grupo de controlo e uma correlação moderada entre os resultados do State-Trait Anxiety Inventory pós-exame e a frequência respiratória para o grupo experimental. Em relação aos dados obtidos através da análise dos acelerómetros, verificamos que na véspera do exame as participantes têm mais períodos de sono durante o dia e permanecem nestes períodos por um intervalo mais longo em comparação com os outros dias. Conclusão: Em conclusão, as pontuações State-Trait Anxiety Inventory diminuíram em ambos os grupos após o exame, sugerindo que as pacientes se encontraram mais ansiosas antes da realização da cintigrafia óssea. Em síntese, a utilização da audição de música para reduzir a ansiedade dos pacientes durante as cintigrafias ósseas parece ser um bom método, considerando que as pacientes que relataram sentir-se ansiosas no grupo experimental, na sua maioria, afirmaram que a audição de música ajudou a reduzir a ansiedade e que as pontuações State-Trait Anxiety Inventory e a tensão arterial sistólica diminuíram após a intervenção.engAnxietyMusicBone scintigraphyBreast cancerAnsiedadeMúsicaCintigrafia ósseaCancro da mamaEffects of listening to music on patients who undergo bone scintigraphymaster thesis204136490