Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.21/7661
Título: Caminhos de uma investigação sobre a comunicação no terceiro setor em Portugal: uma reflexão sobre os métodos de pesquisa e análise de dados
Autor: Eiró-Gomes, Mafalda
Neto, César Humberto Pimentel
Silvestre, Cláudia
Palavras-chave: Comunicação
Terceiro setor
Relações públicas
ONGD
IPL/2016/COSC-CR_ESCS
Data: 27-Nov-2017
Editora: SOPCOM / Instituto Politécnico de Viseu
Citação: EIRÓ-GOMES, Mafalda; NETO, César; SILVESTRE, Cláudia - Caminhos de uma investigação sobre a comunicação no terceiro setor em Portugal: uma reflexão sobre os métodos de pesquisa e análise de dados. In: Congresso SOPCOM, 10º: Ciências da comunicação: vinte anos de investigação em Portugal, Viseu, (Instituto Politécnico), 2017 (27 a 29 novembro)
Resumo: Na comemoração dos vintes anos da Sopcom não será com certeza inapropriado refletir sobre os diferentes desenhos de investigação em Relações Públicas. Com o presente artigo pretende-se não só apresentar algumas das perplexidades, dúvidas, erros e interrogações com que nos deparámos ao longo do projeto “A Comunicação em OCS: do conhecimento ao reconhecimento” como refletir sobre a necessidade e pertinência de se abandonarem as visões mais ou menos dualistas que têm presidido a muitas das investigações em comunicação aplicada nas últimas duas décadas. Entre os que defendem como paradigma único, pesada herança do positivismo, a necessidade de recolha e tratamento de dados de cariz exclusivamente quantitativo e os que consideram que porque lidamos com o comportamento humano nada deverá, ou poderá, ser objetivamente confirmado ou infirmado optámos por trilhar outros caminhos numa certa acepção herdeiras de uma perspetiva pragmatista de investigação. Parafraseando Putnam, podemos dizer que para os grandes pragmatistas Peirce, James e Dewey a pesquisa se levada a cabo democraticamente é digna de confiança; não por ser infalível mas porque é através da pesquisa, e só através desta, que nos confrontamos com as limitações e incorreções dos nossos procedimentos. Analisaremos um caso específico, o desenho de investigação e os procedimentos metodológicos do projeto acima mencionado, estudo que envolveu todas as ONGD que se encontravam registadas no Ministério dos Negócios Estrangeiros em maio de 2016. Este estudo teve uma primeira fase quantitativa em três etapas: construção do questionário, recolha da informação e análise dos resultados. O questionário focou-se em questões objetivas, mais concretamente em factos relacionados com a identificação da organização, a avaliação do logótipo, a comunicação com o público em geral, o uso dos novos media como meio de comunicação e a importância da comunicação. Apesar do questionário apenas conter questões objetivas a recolha de informação foi feita através de entrevista telefónica para reduzir ao mínimo os erros relacionados com a forma como se entende e consequentemente responde ao questionário. Nesta fase concluímos que as ONGD são muito diferentes umas das outras, quer em termos dos seus objetivos, das suas ações, da forma como se envolvem com a sociedade, mas também da sua organização interna. Se a sua diversidade é uma mais-valia, pois permite colmatar várias necessidades que existem na nossa sociedade, tornam a análise estatística mais desafiante. Foi no entanto possível agrupar as organizações em dois segmentos, as ONGD de pequena dimensão, em média com 13 colaboradores e um máximo de 30 e as de grande dimensão que têm em média 239 colaboradores, embora algumas tenham mais de 1000 colaboradores. Em relação à comunicação, as organizações de grande dimensão têm geralmente ao seu dispor mais suportes e trabalham com mais frequência com agências de comunicação, no entanto comparativamente com as ONGD de grande dimensão, verificou-se que as de pequena dimensão dão mais importância ao uso de autocolantes e a ter uma loja online. Depois de finalizada esta parte do estudo notou-se que uma análise tão objetiva não permitia conhecer as práticas comunicacionais de cada ONGD. Por exemplo, quase todas (96%) as organizações afirmaram ter site, mas será que a importância atribuída ao site é semelhante em todas as organizações? Que informação existe no site? Com que frequência é atualizado? De quem é responsabilidade dos conteúdos? O que se espera com o site? Com a necessidade de, em alguns aspetos, obter outro tipo de informação avançámos nesta segunda fase para um estudo qualitativo. Através de uma entrevista semi-dirigida tentámos avaliar a perceção que as ONGD têm sobre a comunicação. Este projeto, nomeadamente a necessidade de se apostar numa metodologia mista, onde os resultados da investigação quantitativa foram usados para delinear a investigação qualitativa, servirá então de mote para uma reflexão sobre as metodologias de investigação em Relações Públicas, explorando o papel das metodologias mistas.
Descrição: Desenvolvido no âmbito do projeto de investigação apoiado pelo IPL - Instituto Politécnico de Lisboa no âmbito do concurso para financiamento de Projetos de Investigação, Desenvolvimento, Inovação e Criação Artística- IDI&CA - IPL/2016/COSC-CR_ESCS
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.21/7661
Versão do Editor: http://sopcom17.esev.ipv.pt/#
Aparece nas colecções:ESCS - Comunicações



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