Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.21/4236
Título: Aurícula direita: mecânica e sobrecarga de volume
Autor: Monteiro, Ricardo Jardim Prista
Orientador: Teixeira, Rogério
Sousa, Catarina
Palavras-chave: Cardiologia
Aurícula
Deformação longitudinal
Ecocardiografia speckle tracking
Regurgitação tricúspide
Cardiology
Atrium
Longitudinal strain
Speckle tracking echocardiography
Tricuspid regurgitation
Data de Defesa: 2014
Editora: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa
Citação: Monteiro RJ. Aurícula direita: mecânica e sobrecarga de volume [Dissertation]. Lisboa: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa/Instituto Politécnico de Lisboa; 2014.
Resumo: Introdução: O estudo ecocardiográfico por speckle tracking (2D-STE) revolucionou a imagiologia cardiovascular na última década. Utilizado inicialmente para o estudo da mecânica do miocárdio, tem sido mais recentemente aplicado ao estudo da mecânica auricular. Objectivo: Neste estudo, pretendeu-se avaliar a influência da regurgitação tricúspide (RT) no pico de strain longitudinal da aurícula direita (SLAD) e identificar os seus predictores independentes. Metodologia: Foram incluídos 55 indivíduos consecutivos, referenciados para ecocardiografia transtorácica durante um período de 2 meses. A amostra foi dividida em três grupos de acordo com o volume regurgitante tricúspide (VRT) calculado pelo método da área de aceleração proximal do fluxo regurgitante: Grupo A (n=20) VRT ≤ 21 ml; Grupo B (n=19) VRT > 21 e ≤ 31 ml; Grupo C: (n=16) VRT > 31 ml. O ecocardiograma convencional bem como a avaliação da regurgitação foram determinados segundo as recomendações vigentes. O estudo da mecânica auricular foi realizado por 2D-STE e o pico global de strain da aurícula direita (AD) documentado em sístole. A frame de referência coincidiu com o início do QRS. Resultados: A amostra em estudo tinha uma idade mediana de 78,0 (64,0 – 84,0) anos com um predomínio do género feminino (64%). Para os 55 indivíduos o SLAD teve um valor mediano de 16,0% (12,7 – 24,0). Foi observada uma correlação positiva significativa entre o SLAD, a função sistólica longitudinal ventricular direita (VD) (TAPSE: r=0,53, p<0,01; S’ VD: r=0,60, p<0,01), a fracção de ejecção do ventrículo esquerdo (FEVE) (r=0,35, p=0,01) e o volume sistólico indexado (VSI) (r=0,43, p<0,01). Pelo contrário, foi registado uma correlação negativa do SLAD com as dimensões sistólicas e diastólicas da AD e com as resistências vasculares pulmonares (RVPs) estimadas (r=-0,61, p<0,01). Foi documentada uma diminuição progressiva do SLAD com o aumento do VRT (23 [16 – 28] vs 16,8 [13 – 20] vs 11 [8,3 – 13,8]%, p<0,01), r=-0,71; p<0,01). O SLAD foi menor nos doentes em fibrilhação auricular. De acordo com um modelo de regressão linear, o VRT (β=–0,41, p<0,01), as RVP (β=–0,24, p=0,01) e a função sistólica longitudinal do VD (β=0,26, p=0,01), foram os únicos predictores independentes do SLAD, num modelo ajustado às dimensões das aurículas e à veia cava inferior (VCI). Para além disso, o SLAD teve uma sensibilidade superior às dimensões da AD (AUC SLAD 0,73 vs AUC AD 0,56, p=0,02) para prever um aumento das pressões de enchimento do VD (E/e’>6). Conclusões: Este estudo fornece uma nova visão da função AD em resposta a diferentes níveis de insuficiência tricúspide. De acordo com estes dados, o SLAD foi significativamente influenciado pela sobrecarga crónica de volume da AD, diminuindo com valores crescentes de VRT. Foi ainda possível demonstrar que o SLAD é superior às dimensões da AD e da VCI para prever as pressões de enchimento do VD.
ABSTRACT - Introduction: Speckle tracking echocardiography (2D-STE) revolutionized cardiovascular imaging in the last decade. Initially used for the study of myocardial ventricular mechanics, it was subsequently developed for the atriums. Objective: The aim of this study was to assess the influence of tricuspid regurgitation (TR) on the peak right atrial longitudinal strain (PRALS) and identify its independent predictors. Methodology: The sample included 55 consecutive individuals referred for transthoracic echocardiography during a 2 month period. The sample was divided into three groups, according to the tricuspid regurgitation volume (TRV), calculated from the proximal isovelocity surface area method: Group A (n=20) VRT ≤ 21 ml, Group B (n=19) TRV > 21 and ≤ 31 ml, Group C (n=16) TRV > 31 ml. Conventional echocardiography and assessment of regurgitation were determined according to the current recommendations. Right atrial (RA) mechanics was assessed by 2D-STE and global peak strain was documented in systole, referenced with the QRS onset. Results: Patients had a median age of 78,0 (64,0 – 84,0) years with a female predominance (64%). For the 55 patients, PRALS had a median value of 16% (12.7 – 24.0). A significant positive correlation was observed between PRALS, right ventricular (RV) longitudinal systolic function (TAPSE: r= 0.53, p<0.01; S’ RV: r=0.60, p<0.01), left ventricular ejection fraction (r=0.35, p=0.01), and systolic volume index (r= 0.43, p<0.01). On the contrary, there is a negative correlation when comparing PRALS with RA systolic and diastolic dimensions and estimated pulmonary vascular resistance (PVRs) (r=-0.61, p<0.01). A progressive decrease of PRALS was documented with increased TRV (23 [16-28] vs 16.8 [13-20] vs 11 [8.3-13.8]%, p<0.01), r=-0.71; p<0:01). The PRALS was also lower in patients with atrial fibrillation. In a model adjusted to the dimensions of the RA and inferior vena cava (ÎVC), the linear regression showed that TRV (β=-0.41, p<0.01), PVR (β=-0.24, p=0.01) and longitudinal RV systolic function (β=0.26, p=0.01) were the only independent predictors of PRALS. In addition, the PRALS had a higher accuracy than the RA dimensions (AUC SLAD 0.73 vs AUC RA 0.56, p=0.02) in predicting an increase in RV filling pressures (E/e´>6).
Descrição: Mestrado em Tecnologia de Diagnóstico e Intervenção Cardiovascular - Ramo de especialização: Ultrassonografia Cardiovascular
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.21/4236
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