Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.21/3561
Título: Teatro no currículo: avaliar o quê e para quê?
Autor: Falcão, Miguel
Palavras-chave: Teatro
Educação
Currículo
Avaliação
Drama
Theatre education
Curriculum
Evaluation
Data: Mar-2014
Editora: CIED – Centro Interdisciplinar de Estudos Educacionais/Escola Superior de Educação de Lisboa
Resumo: Nalgumas áreas curriculares disciplinares, como o Teatro, as aprendizagens e as competências não se adquirem nem desenvolvem, em geral, de acordo com a díade de estratégias que os professores parecem privilegiar, isto é: transmissão do conhecimento e, pouco depois, confirmação – na maioria das vezes através da modalidade de escrita – da aprendizagem desse conhecimento pelos alunos. Note-se, porém, que, mesmo naquelas áreas que os responsáveis políticos distinguem com um “exame nacional”, como o Português, nem todas as aprendizagens promovidas e realizadas são testáveis numa prova escrita e no imediato (como, a título de exemplo, as que se inscrevem nos domínios da comunicação oral e da leitura em voz alta, também amplamente abordadas em Teatro). Às áreas da educação artística, e do Teatro em particular, os professores associam essencialmente – ou exclusivamente – a criatividade, a imaginação e a expressividade. Sendo, embora, competências potencialmente desenvolvidas e avaliadas também nas áreas da educação artística, não são um exclusivo destas áreas. Cada área curricular disciplinar do âmbito da educação artística – e o Teatro não é exceção – assenta numa específica linguagem artística, que integra conteúdos, estratégias, atividades, recursos, técnicas, conceitos e terminologias próprios, que as crianças, com vista ao seu desenvolvimento completo e harmonioso, têm o direito de aprender e desenvolver. Daqui decorrem algumas questões: O que – e como – avaliar nas áreas da educação artística, em particular no Teatro? Que princípios poderão estar inerentes a um dispositivo de avaliação em Teatro, em contexto curricular? Terão as modalidades de avaliação não escrita estatuto de fiabilidade? O binómio teatro/currículo encerra um paradoxo a que pretendemos dar atenção: embora nem sempre abordado com regularidade e seguindo uma lógica dedesenvolvimento curricular, o Teatro constitui, apesar disso, uma das estratégias privilegiadas pelos professores de participação em projetos e iniciativas formais, na maior parte das vezes de cariz pontual (como momentos festivos ou de apresentação à comunidade), em que os alunos são sujeitos ao juízo avaliativo dos públicos. Partindo dos princípios de que (i) em contexto curricular cada atividade tem uma intencionalidade e que (ii) a “educação” artística não visa a identificação ou a valorização de “talentos”, pretendemos defender a seguinte ideia: Só depois de estabelecermos inequivocamente os objetivos da nossa ação educativa-pedagógica e, por conseguinte, uma estratégia de avaliação, é que podemos definir um percurso com sentido. Esta comunicação de natureza teórica, cuja base reflexiva decorre de mais de vinte anos de intervenção em contextos escolares, tanto do ensino básico como de formação de professores, tentará formular questões e problematizar algumas linhas de pensamento, mais do que encontrar respostas, no sentido de suscitar, principalmente da parte dos professores, a necessidade de uma mudança de atitude e de práticas face ao teatro na escola.
Abstract: In some subjects areas such as the Drama-Theatre Education, the learnings and the skills aren't acquired or developed, according to the dyal strategies that the teachers seem to privilege, such as the knowledge transmission and afterwards the confirmation - most of the times through the writing - of the learning this knowledge by students. However it should be noticed that in some school subjects well distinguished by the politicians and promoted with a "national examination" such as the Portuguese Language not all of their leanings are being tested in a writing test in the immediate (in the Drama/Theatre Education the principles of the oral skills, the writing and the oral reading are widely discussed).The Artistic Education, and the Drama-Theatre Education this last in special, the teachers promote essentially and in exclusivity the creativity, the imagination and the expressivity. Being competences applied at the Artistic Education they are not exclusive of these large areas. Each curriculum subject scope of the Artistic Education – the Drama-Theatre Education is not an exception – it has an a specific artist language, that has contents, strategies, activities, resources, techniques, concepts and its own terminology that children should have the right to learn and developed with a view to full and harmonious development. From this point of view we have two questions: What and how evaluate these artistic curriculum areas in special what concerns the Drama-Theatre Education? What principles should be used to evaluate this artistic area, the Drama-Theatre Education, in school context? Should the non writing criteria be evaluated and what their reliability? The Drama-Theatre/curriculum binomial closes the paradox that we intent to give attention: not always regularity addressed and following a logical curricula development, the Drama-Theatre Education has, in spite of all, one of the most privileged roles given by the teachers in what concerns the projects participation, in formal activities and in most of the times with off events (such as festivity moments or to do a community presentation), where the students face a public evaluation. Starting from the principles that (ii) in curriculum context each activity as an intentionality and that (ii) the artistic "education" doesn't aimed to identify or enhancement "talent", we attend to promote the idea that: we only can define a way with sense after we have established without any doubts that the roles of our educational and pedagogical action and furthermore the evaluation strategy are accomplished. This theoretical communication that results of twenty years of school intervention settings in the basics and the teacher training, tries to ask questions and discuss some lines of thought more than find answers in a way to, specially from the teachers, change some attitudes and practices in relation to Drama-Theatre Education in school.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.21/3561
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