Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.21/3253
Título: O impacto do ensino de estratégias ou morfológicas ou fonológicas na escrita de morfemas homófonos: estudo de intervenção
Autor: Arranhado, Maria Manuela Valadas
Orientador: Rosa, João
Palavras-chave: Consciência morfológica
Consciência fonológica
Morfemas homófonos
Desenvolvimento da escrita
Morphological awareness
Phonological awareness
Homophone morphemes
Spelling development
Data de Defesa: Dez-2010
Citação: Arranhado, MMV. O impacto do ensino de estratégias ou morfológicas ou fonológicas na escrita de morfemas homófonos: estudo de intervenção[Dissertation]. Escola Superior de Educação de Lisboa/Instituto Politécnico de Lisboa; 2010.
Resumo: O objectivo deste estudo é o de avaliar o impacto da explicitação de regras morfológicas ou fonológicas na correcção da escrita de palavras que terminam em morfemas homófonos. Participaram neste estudo 90 crianças que frequentavam o 3º e 4º anos de escolaridade, num agrupamento de escolas públicas. Os participantes foram divididos aleatoriamente em três condições experimentais, dois grupos de intervenção (ou morfológica ou fonológica) e um grupo de controlo. Todas as crianças realizaram um pré-teste e um pós-teste, que consistia numa tarefa de escrita de palavras, ditadas no contexto de frases. Nesta tarefa tinham que escrever palavras terminadas nos morfemas homófonos “-am” e “-ão”, tais como, por exemplo, “comeram” e “foguetão”. A escrita destas palavras representa uma dificuldade muito frequente para as crianças mas pode tornar-se completamente previsível se forem entendidos os racionais quer morfológicos quer fonológicos que lhes subjazem. Os participantes foram também avaliados em tarefas de consciência morfológica (analogia de frases; interpretação de pseudo-palavras com contexto e interpretação de pseudo- palavras sem contexto) e de consciência fonológica (reconstrução silábica, reconstrução fonémica, segmentação silábica e segmentação fonémica). Estas medidas procuraram assegurar que quaisquer diferenças em correcção da escrita não podiam ser explicadas por diferenças, à partida, em consciência morfológica ou fonológica. Para testar aespecificidade da intervenção, foi ainda realizada uma prova de raciocínio aritmético (WISC III). Os dois grupos de intervenção receberam três sessões de treino de escrita dos morfemas, em pequenos grupos, havendo o cuidado de não incluir quaisquer palavras que aparecessem na tarefa de escrita. O grupo de intervenção 1 recebeu explicitação morfológica. O grupo 2 recebeu explicitação fonológica. O grupo de controlo não sofreu qualquer intervenção. Testaram-se as hipóteses de que haveria um efeito do treino ou morfológico ou fonológico na discriminação da escrita, possibilitando um desempenho significativamente superior ao alcançado pelas crianças na situação de controlo; o efeito do treino seria independente dos níveis iniciais de consciência ou morfológica ou fonológica; o efeito do treino seria específico para a escrita. Os resultados mostraram que havia uma diferença significativa do treino nas duas situações de intervenção. Em ambos os grupos verificaram-se ganhos equivalentes e significativamente superiores aos do grupo de controlo. Isto sugere que, quando podem dispor de compreensão explícita de como podem discriminar a grafia dos morfemas, as crianças passam a dispor de um instrumento de processamento cognitivo que lhes é particularmente útil para discriminar essa escrita, os efeitos do treino foram independentes e específicos. Este estudo sugere a necessidade de implementar estratégias de explicitação ou morfológica ou fonológica, em contextos escolares, na aprendizagem da discriminação escrita de palavras que terminam em morfemas homófonos.
Abstract The aim of this study is to assess the impact of the explicitness of morphological or phonological rules on the correction of the writing of words ending in homophone morphemes. The participants in this study were 90 children attending the third and fourth grade in state ran schools. They were randomly divided into three experimental conditions, two intervention groups (morphological or phonological) and a control group. All children did a pre- and a post- test, consisting of a task involving the writing of words dictated in sentence context. In this task, they were asked to spell words ending in the homophone morphemes “- ãm” and “-aõ”, as in “comeram” and “foguetão”. The spelling of such words is often difficult for children; however, it can be completely predictable if either the morphological or the phonological rationales underlying them are clearly understood. The participants were also assessed in tasks of morphological awareness (sentence analogy and interpretation of pseudo-words with and without context) as well as phonological awareness (syllabic and phonemic reconstruction, syllabic and phonemic segmentation). These measures intended to make sure that any differences concerning the spelling couldn´t be explained by differences, either in morphological or phonological awareness. A test of arithmetical reasoning (WISC 3) evaluated the specificity of the intervention. 3 The two intervention groups, in small groups, attended three training sessions about the spelling of morphemes. Care was taken that they wouldn´t purposely deal with words used in the writing task. The control group didn´t attend any session. We tested the hypotheses that: there was a specific effect either of the morphological or the phonological training on writing, enabling these children a significantly better performance than that achieved by the children in the control group; the effect training was independent of initial levels of either morphological or phonological awareness; the effect of training was specific The results showed that there was a significant difference in the two intervention situations. In both groups there were equivalent and significantly higher improvements when compared to the control group. Such results suggest that, when children can use the explicit comprehension of how to discriminate the spelling of morphemes, they can use a tool of cognitive processing, particularly useful to decide which spelling to use. Improvements on spelling discrimination were independent and specific. This study also suggests the need to implement strategies of either morphological or phonological explicitness in school contexts, when learning how to discriminate words that end in homophone morphemes.
Descrição: Dissertação apresentada à Escola Superior de Educação de Lisboa para obtenção de grau de Mestre em Ciências da Educação - Especialização em Educação Especial
URI: http://hdl.handle.net/10400.21/3253
Aparece nas colecções:ESELx - Dissertações de Mestrado

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