Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.21/2933
Título: Imunohistoquímica no diagnóstico da glomerulonefrite membranosa: estudo comparativo de binómios cromogênio + coloração de contraste
Outros títulos: Immunohistochemistry in the diagnosis of membranous glomerulonephritis: a comparative study of chromogen + counterstaining combination
Autor: Reis, Ana C.
Dias, Susana C.
Santos, Ana R.
Ferro, Amadeu Borges
Palavras-chave: Anatomia patológica
Glomerulonefrite membranosa
Imunohistoquímica
Membranous glomerulonephritis
Immunohistochemistry
Data: 2013
Editora: Editora Eskalab
Citação: Reis AC, Dias SC, Santos AR, Ferro AB. Imunohistoquímica no diagnóstico da glomerulonefrite membranosa: estudo comparativo de binómios cromogênio + coloração de contraste. Newslab. 2013;(120):92-8.
Resumo: A glomerulonefrite membranosa faz parte das doenças glomerulares que provocam glomerulonefrite crônica, apresentando-se como uma das causas da doença renal terminal. As técnicas de imunofluorescência são o gold standard no estudo imunológico desta patologia em biópsia renal, através da deteção de imunocomplexos (e.g. IgG e C3) e do seu padrão de distribuição granular característico. No entanto, a imunofluorescência não permite uma contextualização histológica e os fluorocromos utilizados possuem um reduzido tempo de atividade, ao contrário das técnicas imunoenzimáticas que utilizam cromogénios coloridos precipitados que permitem a obtenção de uma marcação permanente e a sua contextualização histológica por via da utilização de eficientes colorações de contraste. Com a finalidade de contribuir para a qualidade do diagnóstico da glomerulonefrite membranosa, em biópsias renais, procurou-se, com esta pesquisa, identificar uma técnica imunoenzimática, através da conjugação entre diferentes cromogênios e colorações de contraste, que permita a deteção de depósitos de IgG e C3, com padrão granular. Foram constituídos diferentes binômios cromogênio + coloração, com os cromogênios 3,3›- Diaminobenzidine Tetrahydrochloride e 3-Amino-9-ethylcarbazole e as colorações Periodic Acid Schiff, Periodic Acid Methenamine Silver e Hematoxilina. Foram utilizadas 72 secções de tecido provenientes de seis de casos de biópsias renais com diagnóstico de glomerulonefrite membranosa, fixados em formalina a 10% e incluídos em parafina. A recolha de dados foi realizada por observação microscópica com preenchimento de uma grelha de classificação dos parâmetros: preservação da morfologia, intensidade da marcação específica, quantidade relativa de estruturas marcadas, marcação inespecífica/fundo, contraste e padrão da marcação, que permitiu a classificação dos binómios estudados num score quantitativo de 0-100 pontos. O binômio que apresentou melhores resultados foi 3-Amino-9-ethylcarbazole + Hematoxilina (score 71,81) e o binômio 3,3›- Diaminobenzidine Tetrahydrochloride+Periodic Acid Methenamine Silver (score 7,81), apresentou os piores resultados. O resultado do teste Kruskal-Wallis indica-nos a presença de diferenças estatísticas entre os binómios em estudo (p=0,000). A Hematoxilina pode ser considerada a coloração mais eficaz, pois cumpriu a sua função de auxiliar e facilitar a observação do tipo de padrão com os dois cromogênios utilizados. O cromogênio 3-Amino-9-ethylcarbazole apresentou resultados semelhantes aos produzidos pelo 3,3›-Diaminobenzidine Tetrahydrochloride, no entanto, permitiu identificar em todos os casos o padrão granular de imunomarcação, ao contrário do que aconteceu com este último.
ABSTRACT - Membranous glomerulonephritis is one of the glomerular diseases that induce chronic glomerulonephritis and one of the causes of terminal renal disease. Immunofluorescence techniques are the gold standard in the immunologic study of this disease in renal biopsy by the detection of the immunocomplexs and their granular specific pattern. However, immunofluorescence does not allow a histological contextualization and the fluorochromes that are used have a reduced timeline, contrary to immunoenzimatic techniques that use colorful chromogens which permit to obtain a permanent stain and a histological contextualization, with the help of efficient counterstaining. In order to contribute to the quality of diagnosis of membranous glomeurlonephritis in renal biopsies, we tried with this research to identify a combination of different chromogens and counterstainings that allows the detection of IgG and C3 deposits with granular pattern. So we establish different chromogen + counterstaing combination, with 3,3’- Diaminobenzidine Tetrahydrochloride and 3-Amino-9-ethylcarbazole as chromogens and Periodic Acid Schiff, Periodic Acid Methenamine Silver and Hematoxilin as counterstainings. We used 72 sections of 6 renal biopsies with membranous glomerulonephritis, formalin-fixed and paraffin-embedded. Data collection was performed by completing an assessment grid with parameters: preservation of morphology, intensity of specific staining, relative amount of labeled structures, nonspecific staining / background contrast and pattern of staining, which allowed the assignment of a 0-100 points quantitative score. 3-Amino-9-ethylcarbazole+Hematoxilin was the combination that accomplish the higher score (71.81) and 3,3’- Diaminobenzidine Tetrahydrochloride+ Periodic Acid Methenamine Silver the worst (7.81). Kruskal-Wallis test show us that exist statistical difference between the combinations in study (p=0.000). Hematoxilin was the most versatile counterstaining, because it help and facilitate the observation of the pattern produced by the two chromogen used. The chromogen 3-Amino-9-ethylcarbazole presented similar results to 3,3’-Diaminobenzidine Tetrahydrochloride, but, with the first one, all cases were evaluated as granular pattern unlike what happen with the last one.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.21/2933
ISSN: 0104-8384
Versão do Editor: http://www.newslab.com.br/newslab/revista_digital/120/artigo-3.pdf
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