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Título: Avaliação ecocardiográfica de doentes propostos para terapêutica de ressincronização: impacto dos índices de dissincronia
Autor: Alves, Óscar Rafael Fernandes
Orientador: Pinto, Fausto
Palavras-chave: Cardiologia
Terapêutica de ressincronização cardíaca
Dissincronia
Remodelagem reversa
Doppler tecidular
Cardiology
Cardiac resynchronization therapy
Dyssynchrony
Reverse remodeling
Tissue Doppler
Data de Defesa: Dez-2012
Citação: Alves OR. Avaliação ecocardiográfica de doentes propostos para terapêutica de ressincronização: impacto dos índices de dissincronia [Dissertation]. Lisboa: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa/Instituto Politécnico de Lisboa e Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa; 2012.
Resumo: Introdução: Mediante as atuais indicações para terapêutica de ressincronização cardíaca (TRC), baseadas na duração do QRS, cerca de 30 a 40% dos doentes não apresentam resposta clínica ou melhoria da função sistólica por remodelagem reversa. Existe evidência que a presença de dissincronia mecânica seja o preditor determinante de resposta à terapêutica, no entanto, o papel dos índices de dissincronia como preditores de remodelagem reversa permanece controverso. Objetivos: Descrever o impacto dos índices de dissincronia mecânica, avaliados por Ecocardiografia/Doppler convencional e por Doppler tecidular, como preditores de remodelagem reversa em indivíduos propostos para TRC. Métodos: Estudo descritivo-correlacional de caráter retrospetivo. O estudo é não probabilístico de conveniência e a amostra corresponde a 24 doentes com insuficiência cardíaca, fração de ejeção ≤35%, ritmo sinusal e com avaliação ecocardiográfica basal e de seguimento aos 4,9±1,6 meses, submetidos a TRC. A resposta foi definida por remodelagem reversa por uma diminuição ≥15% do volume telesistólico do ventrículo esquerdo. Foram obtidos 8 índices de avaliação da dissincronia (derivados da ecocardiografia convencional e Doppler tecidular) e descrito o seu valor preditivo na identificação de resposta à TRC. Resultados: Foi observada resposta por remodelagem reversa em 14 doentes (58,3%). Nenhum índice de avaliação da dissincronia apresentou associação estatisticamente significativa com a resposta à terapêutica, no entanto, observou-se uma tendência para a associação entre a presença de septal flash e a resposta à terapêutica. Todos os 5 doentes com septal flash apresentaram remodelagem reversa. Nenhum índice apresentou boas propriedades como preditor de remodelagem reversa. O atraso de excursão do septo interventricular em relação à parede posterior (SPWMD) foi o índice que apresentou maior valor preditivo, com uma sensibilidade de 69,2% e especificidade de 66,7%. Conclusões: Neste estudo nenhum índice apresentou valor preditivo suficiente de remodelagem reversa. O SPWMD e o septal flash foram superiores aos índices derivados das velocidades tecidulares na predição de remodelagem reversa.
ABSTRACT - Introduction: By current indications for cardiac resynchronization therapy (CRT), based on QRS duration, about 30 to 40% of patients show no clinical response or improvement of the systolic function by reverse remodeling. There is evidence that the presence of mechanical dyssynchrony is the predictor determinant of the response to therapy, however, the role of dyssynchrony indices as predictors of reverse remodeling remains controversial. Aims: Describe the impact of mechanical dyssynchrony indices, assessed by standard echocardiography/Doppler and tissue Doppler, as predictors of reverse remodeling in subjects proposed for CRT. Methods: Descriptive-correlational retrospective study. The study is not probabilistic convenience and sample corresponds to 24 patients with heart failure, ejection fraction ≤35%, sinus rhythm and assessed by echocardiography at baseline and at follow-up 4,9±1,6 months, undergoing CRT. The response was defined by reverse remodeling by a reduction ≥ 15% in left ventricular end-systolic volume at follow-up. Eight echocardiographic indices of dyssynchrony were assessed (derived from standard echocardiography and tissue Doppler) and its predictive value was described for identifying response to CRT. Results: Reverse remodeling response was observed in 14 patients (58,3%). None dyssynchrony assessment index were significantly associated with response to therapy, however, there was a trend for the association between the presence of septal flash and response to therapy. All five patients with septal flash showed reverse remodeling. None index showed good properties as a predictor of reverse remodeling. The septal to posterior wall motion delay (SPWMD) was the index with the highest predictive value, with a sensibility of 69,2% and specificity of 66,7%. Conclusions: In this study none index showed enough predictive value of reverse remodeling. The SPWMD and septal flash were higher than those derived from tissue velocity in the prediction of reverse remodeling.
Descrição: Mestrado em Tecnologia de Diagnóstico e Intervenção Cardiovascular - Área de especialização: Ultrassonografia Cardiovascular.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.21/2632
Aparece nas colecções:ESTeSL - Dissertações de Mestrado



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