Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.21/2602
Título: Trabalho político em saúde: a tuberculose no Rio de Janeiro
Outros títulos: Political work in health: tuberculosis in Rio de Janeiro
Autor: Brás, Oriana Rainho
Palavras-chave: Sociologia da saúde
Tuberculose
Trabalho político
Mundos sociais
Arenas
Brasil
Rio de Janeiro
Health sociology
Tuberculosis
Political work
Social worlds
Brazil
Data: Jul-2013
Editora: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa
Citação: Brás OR. Trabalho político em saúde: a tuberculose no Rio de Janeiro. Saúde & Tecnologia. 2013;(Supl):e65-e70.
Resumo: A intervenção sobre a tuberculose no Rio de Janeiro, Brasil, revela atualmente uma intensificação e alargamento das articulações de pessoas, organizações e instituições envolvidas. Para compreender este processo, recorri ao mapeamento de arenas e mundos sociais. Os mundos sociais definem-se pela partilha de objetivos e de ações, constituindo unidades de ação coletiva. Para atingir os seus objetivos precisam de interagir com outros mundos sociais. Os espaços onde interagem sobre temas de comum interesse, mas sobre os quais têm perspetivas e até objetivos diferentes, denominam-se arenas. O estudo revelou que a arena da tuberculose no Rio de Janeiro se ampliou na última década, aumentando e diversificando os mundos sociais envolvidos, através do “trabalho político” de pessoas e organizações locais, nacionais e internacionais, isto é, através da atribuição de poder a determinadas instâncias com base na valorização ética de objetivos comuns. Este trabalho político tem vindo a implicar a interseção com as arenas do Sistema Único de Saúde e do VIH-Sida. A ampliação da arena da tuberculose redefine a própria doença e as formas de intervir sobre ela. Os apoios socioeconómicos para as/os pacientes, o tratamento de comorbidades, os direitos humanos, bem como outras questões que extravasam a perspetiva biomédica, integram agora as agendas da tuberculose. Neste processo, os intervenientes alargam também as fronteiras da ação na saúde.
Intervention on tuberculosis in Rio de Janeiro, Brazil, reveals an intensification and extension of the articulations between people, organizations and institutions involved. To understand this process I mapped the arenas and social worlds present. Social worlds are unities of collective action, defined by the sharing of goals and actions. To achieve those goals they need to interact with other social worlds. The spaces where they interact on themes of their common interest, but on which they hold different perspectives and even different goals, are called arenas. The study revealed that the arena of tuberculosis in Rio de Janeiro has extended in the last decade, with more, and more diverse, social worlds involved, through the “political work” of persons and organizations, at the local, national and international levels, that is, through the attribution of power to certain entities, based on the ethical valuation of common goals. This political work is implying the intersection with the arenas of HIV-Aids and the National Health System. The extension of the tuberculosis arena redefines the disease and the ways people act on it. Social and economic support to patients, the treatment of co-morbidities, human rights, and other issues that go beyond the biomedical perspective, now integrate the agendas of tuberculosis. In this process, people also redefine the boundaries of action on health.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.21/2602
ISSN: 1646-9704
Versão do Editor: http://www.estesl.ipl.pt/sites/default/files/ficheiros/pdf/art_12_estesl_suplemento_2013.pdf
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