Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.21/2592
Título: Avaliação e controlo da dor em pediatria: uma década
Outros títulos: Assessment and management of pain in children: a decade
Autor: Batalha, Luís Manuel da Cunha
Palavras-chave: Psicologia da saúde
Avaliação
Controlo da dor
Criança
Health psychology
Assessment
Management
Pain control
Children
Portugal
Data: Jul-2013
Editora: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa
Citação: Batalha LM. Avaliação e controlo da dor em pediatria: uma década. Saúde & Tecnologia. 2013;(Supl):e16-e21.
Resumo: Introdução – A negligência no controlo da dor é um problema amplamente reconhecido em Portugal. Desde 2001 têm sido realizadas inúmeras iniciativas para melhorar a prática de cuidados nesta área. Desenvolveram-se ações de sensibilização e formação dos profissionais de saúde, publicaram-se orientações técnicas e guias de boas práticas e realizaram-se os primeiros estudos para se fazer um diagnóstico da situação. Objetivos – O objetivo deste trabalho foi o de caracterizar os cuidados prestados na avaliação e no controlo da dor nas crianças até aos 18 anos internadas em serviços hospitalares em Portugal e analisar a evolução feita nos cuidados entre os anos de 2002 e 2012. Metodologia – Estudo descritivo, transversal, de consulta retrospetiva seriada de registos intermitentes efetuados no processo clínico em relação a um período de 24 horas. O recrutamento da amostra foi aleatório e incluiu todos os processos clínicos de crianças até aos 18 anos internados em serviços de quatro hospitais Portugueses entre agosto e dezembro de 2011. Resultados – A prevalência de dor reduziu de forma significativa entre 2002 e 2012. As crianças livres de dor subiram de 37% para 75%. O registo da avaliação da intensidade da dor e a colheita de informação sobre a história de dor passou a ser uma prática comum na maioria dos casos (53% e 64%, respetivamente), embora ainda direcionada para o modelo de cuidados biomédico. A prevalência das intervenções farmacológicas não se alterou (43% versus 42%), mas a implementação de estratégias não-farmacológicas baixou significativamente (72% versus 15%). Conclusões – As ações de sensibilização/formação realizadas no âmbito das políticas implementadas nestes últimos dez anos na área da avaliação e controlo da dor pediátrica geraram evidentes ganhos na qualidade de cuidados prestados, pelo que o investimento na formação deve continuar. No entanto, deve ser dada prioridade à formação para a aplicação de estratégias de intervenção não-farmacológicas e ao desenvolvimento de mais investigação que suporte as práticas.
Introduction – Negligence in pain control is a widely recognized problem. Since 2001, Portugal has developed many initiatives to improve health care practices in this area, such as awareness raising campaigns, training of health care professionals, publication of technical guidelines and good practice guides. Some studies on this topic have also been conducted to make a diagnosis of the situation. Aims – This study aimed to characterize the type of care provided in terms of pain assessment and control in children up to 18 years hospitalized in Portugal, and also analyze the evolution of this type of care between 2002 and 2012. Methodology – A descriptive, cross-sectional study with a retrospective review of intermittent records made during a 24-hour period. The sample was randomly selected and included the medical records of children up to 18 years hospitalized in four Portuguese hospitals between August and December 2011. Results – Pain prevalence decreased significantly between 2002 and 2012. The percentage of children without pain increased from 37% to 75%. Recording the assessment of pain intensity and collecting information on the pain history became a common practice in most cases (53% and 64%, respectively), although it was still aimed at the biomedical model of health care. No changes were found in the prevalence of pharmacological interventions (43% vs. 42%), but the implementation of non-pharmacological strategies decreased significantly (72% vs. 15%). Conclusions – Awareness-raising/training sessions conducted within the scope of the policies implemented within the last decade in the area of pediatric pain assessment and control have led to significant gains in the quality of care, and for this reason the investment should continue. However, priority should be given to training for the implementation of non-pharmacological intervention strategies and to the development of further research to support the practices.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.21/2592
ISSN: 1646-9704
Versão do Editor: http://www.estesl.ipl.pt/sites/default/files/ficheiros/pdf/art_03_estesl_suplemento_2013.pdf
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