Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.21/2386
Título: Indicadores de resiliência na criança e sua relação com perceção de risco e qualidade de vinculação nos prestadores de cuidados, em crianças com ou sem intervênção precoce
Autor: Tormenta, Paula Susana Coelho Coutinho
Orientador: Rosa, João
Palavras-chave: Resiliência na criança
Fatores de risco
Qualidade da vinculação no adulto
Children´s resilience
Risk developmental factors
Adults quality of attachment
Data de Defesa: Fev-2013
Resumo: Este estudo tem dois objetivos. O primeiro, avaliar se os indicadores de resiliência da criança (capacidades de autonomia e de interação social) e os de perceção de risco dos prestadores de cuidados variam em função de a criança / família estar ou não associada a um programa de Intervenção Precoce. O segundo, saber se há alguma relação entre a qualidade da vinculação dos pais e a resiliência na criança. Várias investigações (Rutter, 2006; Walsh, 1998; Yunes, Miranda & Cuelo, 2004) demonstram que alguns indicadores de desenvolvimento infantil como por exemplo, as capacidades de autonomia e de interação social são variáveis importantes para a avaliação e promoção de resiliência. Num modelo de trabalho transdisciplinar com a criança / família que recebe Intervenção Precoce (IP) será importante verificar em que medida os diferentes intervenientes percecionam os riscos de desenvolvimento e se existe uma perceção semelhante entre pais e educadores. Outra dimensão que pode influir na relação destas variáveis é, por exemplo, a qualidade da vinculação do adulto como modelo interno de representação da base segura (Vaughn, 2001) para a criança. Trata-se de um estudo transversal. As medidas referentes à resiliência da criança, às perceções de risco dos prestadores de cuidados e de qualidade de vinculação dos pais foram baseadas em escalas de desenvolvimento e em questionários. Os participantes foram quarenta crianças, respetivas famílias e educadores de infância, dezanove com Intervenção Precoce e vinte e uma sem Intervenção Precoce. Encontram-se diferenças significativas, com valores significativamente superiores nas capacidades de autonomia e de interação social nas crianças sem IP. Verificaram-se diferenças nas perceções de risco entre pais e educadores, com valores significativos apenas nestes últimos quando comparados os grupos. Não se verificaram quaisquer relações entre a qualidade da vinculação do adulto e resiliência na criança. Conclui-se que é necessário prestar atenção particular à promoção da resiliência na criança enquanto fator protetor do seu desenvolvimento e melhorar a relação transdisciplinar, centrada na família, nas intervenções em IP. - Abstract This study has two aims. First, to evaluate whether the indicators of children´s resilience (abilities to become autonomous and to interact socially) and risk perceptions of parents and pre-school teachers, vary as a function of childre’s receiving or not Early Intervention. Second, to evaluate whether there is a relation between parents quality of attachement and children´s resilience. Research has shown that children´s abilities to become autonomous and to interact socially do relate to the construction of resilience (Rutter, 2006; Walsh, 1998; Yunes, Miranda & Cuelo, 2004). Parents and pré-school teachers may evaluate developmental risks differently. It will be important to verify whether their evaluations relate to children´s resilience and what is the impact on a tansdisciplinary approach to families who have a child on an Early Intervention programme. Assessing the quality of parents attachement may also have an impact on how they deal with their children, how they become an adequate internal secure base model (Vaughn, 2001). This is a cross-sectional study. Measures of children´s resilience, parents and pre-school teachers developmental risk perceptions and quality of attachement of parents were taken through developmental scales and questionnaires. Fourty children, their parents and pré-school teachers participated in the study. Nineteen children were enrolled in an Early Intervention programme. Twenty one were not. Children not receiving Early Intervention got significantly higher scores on their abilities to become antonomous and socially interact with others. Risk developmental perceptions varied across parents and pré-school teachers with the latter showing significant differences across groups. There were no significant correlations between quality of adults attachement and children´s resilience. It is concluded that it is necessary to pay a particular attention to promoting children´s resilience as a protective developmental factor and enhance transdisciplinary family-centred interventions.
Descrição: Dissertação apresentada à Escola Superior de Educação de Lisboa para obtenção do grau de mestre em Ciências da Educação - Especialidade Intervenção Precoce
URI: http://hdl.handle.net/10400.21/2386
Aparece nas colecções:ESELx - Dissertações de Mestrado

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
Indicadores de resilência na criança.pdf1,42 MBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.