Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.21/1714
Título: Deformação miocárdica em atletas de diferentes modalidades – Um estudo por 2D Speckle Tracking: projecto de investigação
Autor: Silva, Ana Patrícia
Orientador: Pinto, José Fausto
Fonseca, Virgínia
Palavras-chave: Cardiologia
Ecocardiografia transtorácica
Deformação miocárdica
Coração de atleta
Treino isométrico
Treino isotónico
Cardiology
Transthoracic echocardiography
Myocardial deformation
Athlete's heart
Isometric training
Isotonic training
Data de Defesa: 2011
Editora: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa
Citação: Silva AP. Deformação miocárdica em atletas de diferentes modalidades – Um estudo por 2D Speckle Tracking: projecto de investigação [Dissertation]. Lisboa: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa/Instituto Politécnico de Lisboa e Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa; 2011.
Resumo: Introdução: A prática de exercício físico condiciona alterações morfológicas e funcionais cardíacas, que dependem do tipo de treino praticado (isométrico vs. isotónico). De forma a distinguir adaptações fisiológicas de alterações patológicas que podem ser morfologicamente semelhantes, a ecocardiografia desempenha um papel fundamental e um corpo crescente de evidências sugere que a inclusão de novas metodologias, tais como o Doppler tecidular e análise da deformação miocárdica por speckle tracking, permitem o estudo detalhado e incremental da função cardíaca. Objectivo: Descrever e comparar parâmetros de deformação miocárdica longitudinal do ventrículo esquerdo, obtidos por 2D speckle tracking, em atletas de diferentes modalidades (treino predominantemente isotónico vs. treino predominantemente isométrico). Metodologia: Estudo observacional, descritivo-comparativo, prospectivo, realizado numa população de atletas, praticantes de modalidades de treino predominantemente isotónico vs. predominantemente isométrico. Através de amostragem por conveniência obteve-se uma amostra de 53 indivíduos (subdivididos em grupo de treino isotónico, grupo de treino isometrico e grupo de controlo). Realizou-se ecocardiograma transtorácico a todos os indivíduos, segundo o protocolo definido para o estudo, tendo-se recolhido as variáveis relativas à ecocardiografia convencional, ao Doppler tecidular (TDI) e à deformação miocárdica longitudinal por 2D speckle tracking. Resultados: A amostra com 53 indivíduos foi dividida pelo grupo com treino isométrico (n=17), grupo com treino isotónico (n=18) e grupo de controlo (n=18). Foram considerados significativos resultados de testes de hipóteses quando valor p < 0,05. Relativamente à estrutura e dimensões cardíacas, ambos os grupos de atletas apresentaram maior espessura parietal, dimensões ventriculares esquerdas, volume sistólico e massa ventricular indexada à superfície corporal que o grupo de controlo. Nos parâmetros relativos à função sistólica (avaliada pela fracção de ejecção, fracção de encurtamento, excursão do anel mitral, onda S’ septal e lateral (por TDI), pico sistólico de strain e de strain rate longitudinal) não se verificaram diferenças significativas entre os três grupos. Relativamente à função diastólica, a onda E mitral e a relação E/A mitral (por Doppler convencional) e a onda E’ e relação E’/A’ da parede lateral (por TDI) revelaram-se significativamente superiores apenas no grupo de atletas com treino isotónico. Pela análise dos parâmetros de strain rate, o grupo de atletas isotónicos apresentou valores significativamente superiores de pico protodiastólico e significativamente inferiores de pico telediastólico. Considerações Finais: No presente estudo, verificaram-se adaptações morfológicas e funcionais nos grupos de atletas, todavia os parâmetros relativos à função sistólica foram semelhantes entre os três grupos. Os parâmetros relativos à função diastólica foram significativamente superiores no grupo com treino isotónico, o que pode conferir maior robustez à teoria de uma função diastólica aumentada nos atletas sujeitos a este tipo de treino. Mais estudos são necessários para que os parâmetros de deformação miocárdica sejam regularmente integrados nos estudos ecocardiográficos, aumentando o seu potencial como técnica imagiológica primordial na avaliação do coração de atleta. ABSTRACT - Background: Regular physical exercise is associated with structural and functional cardiac changes, depending on the type of training protocol (isometric vs. isotonic). In order to distinguish physiological adaptations from pathological changes, which may be morphologically similar, echocardiography plays a key role. Furthermore, a growing body of evidence suggests that the inclusion of new methodologies, such as tissue Doppler and myocardial deformation analysis, allow detailed study of cardiac function. Aim: To describe and compare left ventricular longitudinal deformation indexes, by 2D speckle tracking, in athletes performing different types of sports (predominantly isotonic vs. predominantly isometric training protocols). Methodology: Descriptive-comparative prospective study, conducted in a population of athletes, practitioners of different types of sports (predominantly isotonic vs. isometric training protocols). By convenience sampling we obtained a sample of 53 individuals (subdivided into isometric training group, isotonic training group and control group). All the individuals underwent transthoracic echocardiography, following the defined study protocol, and the studied variables were obtained by standard echocardiography, pulsed-wave tissue Doppler (TDI) and 2D longitudinal speckle tracking. Results: The sample was divided into the isometric training group (n=17), isotonic training group (n=18) and control group (n=18). The results were considered statistically significant when p value < 0,05. With regard to cardiac structure and dimensions, both athletes groups had thicker ventricular walls, left ventricular dimensions, stroke volume and LV mass (indexed to body surface) than the control group. In relation to systolic function (assessed by ejection fraction, shortening fraction, excursion of the mitral annulus, septal and lateral S’ wave (by TDI), longitudinal peak systolic strain and strain rate) there were no significant differences between the three groups. For diastolic function, the mitral E wave and the mitral E/A ratio (by standard Doppler) and the lateral E’ wave and E’/A’ ratio (by TDI) were significantly higher in the group of athletes with isotonic training protocol. Through strain rate parameters, the isotonic athletes had significantly higher protodiastolic and significantly lower telediastolic peaks. Final Considerations: In this study, there were structural and functional cardiac changes in both athletes groups, however, the systolic function was similar between the three groups. Diastolic function was significantly higher in the isotonic training group, reinforcing the theory of an enhanced diastolic function in athletes performing this type of training. More studies are needed focusing on the regular integration of myocardial deformation indexes into echocardiography so it can increase its potential as a primary imaging technique in athlete’s heart evaluation.
Descrição: Mestrado em Tecnologia de Diagnóstico e Intervenção Cardiovascular. Área de Especialização: Ultrassonografia Cardiovascular
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.21/1714
Aparece nas colecções:ESTeSL - Dissertações de Mestrado



FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.